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Os hábitos do produtor rural redefinindo mercados com a inovação digital

Data29 fevereiro 2024

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Por, Diogo Luchiari Fructuoso

No vasto território do agronegócio brasileiro, uma transformação significativa está desafiando preconceitos e redesenhando os contornos do setor. Dados recentes da 8° Pesquisa ABMRA e do relatório da McKinsey & Company pintam um quadro revelador de uma revolução digital em curso, onde os produtores rurais não apenas adotam a tecnologia, mas se destacam como protagonistas dessa mudança.

Contrariando a visão antiquada de que o produtor rural é avesso à tecnologia, a pesquisa destaca que 94% dos produtores têm smartphone, sendo que 76% admitiram usar a rede para realizar negócios. Além disso, 74% utilizam a internet para se atualizar, entrando na rede mais de 15 vezes por dia. O mercado digital não é mais uma mera opção; tornou-se uma plataforma essencial para transações eficientes e decisões de compra.

O relatório da McKinsey & Company aprofunda a análise deste cenário, mostrando que 71% dos produtores brasileiros adotam meios digitais em suas jornadas de compra, com 41% deles manifestando preferência por canais online. Essa escolha vai além de uma mera tendência, evidenciando-se como um indicador significativo de que a conveniência e eficácia dos canais digitais são amplamente reconhecidas e valorizadas pelos principais atores do agronegócio brasileiro.

Além das transações online, a transformação digital no agronegócio vai além, revelando-se como um movimento empreendedor. Os jovens agricultores do Centro-Oeste destacam-se por sua adoção de tecnologias avançadas, como drones e aplicações de taxa variável. Estas não são apenas ferramentas; são impulsionadores de eficiência e produtividade em suas operações diárias.

Diante desses fatos, torna-se evidente que o produtor rural não é apenas um executor de tarefas agrícolas, mas um empresário ágil, disposto a integrar a tecnologia em sua rotina. Este é um mercado em transformação, onde o digital não é apenas uma opção, mas uma necessidade crítica para a competitividade.

Neste momento crucial, as empresas que desejam se posicionar estrategicamente no agronegócio brasileiro precisam reconhecer e abraçar essa transformação digital. Subestimar o produtor rural não é apenas um erro, mas um risco estratégico substancial. O campo brasileiro está pronto para a era digital, e as empresas devem estar à altura desse desafio.

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