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Sucessão familiar no campo: Douglas Duek indica os principais caminhos para o processo

Data4 junho 2021

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Empresas familiares correspondem a 65% do nosso Produto Interno Bruto (PIB)

De acordo com o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% das empresas do país nasceram da ação de empreendedores que, ao identificar alguma oportunidade, tiraram o negócio próprio do papel, e em sua grande maioria, a partir do trabalho em conjunto com a família.

As empresas familiares correspondem a 65% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) e são responsáveis por 75% dos empregos. Os números expressivos mostram que esse tipo de holding tem um peso significativo na economia brasileira, mesmo envolta de grandes desafios.

Um deles é pensar em como planejar, da maneira mais adequada possível, o momento de passar o bastão. Um processo sucessório bem feito significa que a empresa pode continuar caminhando e chegar muito mais longe. Um levantamento global de 2018 mostrou que 44% das empresas desse tipo não têm plano de sucessão.

Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos e especialista no assunto, conta que ajuda muitas empresas do agronegócio nesse processo, e afirma que a situação exige planejamento com antecedência, investimento na capacitação dos envolvidos, negociação das responsabilidades – antes mesmo da conclusão do processo e aprofundamento sobre o mercado.

Duek aponta que outro passo importante é o produtor passar a entender que, mesmo atuando como pessoa física, deve se considerar uma empresa, já que seus processos devem ter o mesmo cuidado de uma organização. Agir com informalidade em todas as situações pode criar um ambiente que não contribui para o crescimento.

Além disso, é necessário “estudar o assunto, saber o que é uma holding familiar, quais são as formas possíveis de administrá-la e buscar boas equipes, com vasta experiência na área. Para a construção desse novo cenário, é preciso ter em mente também quais as regras serão necessárias para que tudo funcione perfeitamente na empresa, antes, durante e depois da sucessão”, completa.

No entanto, a dica mais preciosa para ajudar no momento de pensar a sucessão familiar é: saber quais são os maiores problemas e qual a probabilidade de cada um acontecer. Vale também questionar-se sobre os diversos cenários, como por exemplo: o que fazer em caso de morte do proprietário? E se houver endividamentos?

Ainda segundo Douglas, é interessante que todos os participantes relacionem esses problemas e, posteriormente, desenhem regras baseadas neles. Em geral, as más escolhas ligadas ao tema são frutos da falta de comunicação, conhecimento e acompanhamento.

Para um procedimento mais tranquilo e eficaz, é necessário ter informações sobre itens como rentabilidade, documentos legais, custos totais da proteção, fornecedores, mapeamento de processos, entre outros. O especialista afirma ainda que, diferente do que normalmente acontece, o fundador não precisa se afastar totalmente da empresa após a sucessão. Ele pode fazer parte de um conselho, o que será muito mais efetivo para quem for o próximo a ocupar o cargo, principalmente nos momentos de tomada de decisão. “Essa também é uma dica muito valiosa para quem planeja passar o comando para outra pessoa”, encerra Duek.

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