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Floricultura

Saiba como cultivar orquídeas

Data18 abril 2022

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Como sabe que as raízes, na maioria das vezes estão na última, corre para seu orquidário e elimina tudo o substrato replantando-as em novo substrato, correndo o risco de quebrar e perder a flor. Entretanto, a planta foi comprada não por essa flor, mas pelas próximas floradas.

Por isso, se você quer comprar uma planta pensando em tê-la por muito tempo com você ou com quem você presenteou, procure observar algumas características importantes antes de levar para a casa uma orquídea pela qual você já se encantou. As plantas devem ser de boa procedência e estar corretamente identificadas. Cada espécie é diferente das outras e é importante que você as conheça pelos nomes. Observe se as plantas estão bem enraizadas, sem manchas e com coloração adequada.

FATORES DE PRODUÇÃO

Como todo vegetal, para bom desenvolvimento e crescimento, as orquídeas requerem luminosidade (temperatura), água (irrigação e umidade) e nutrientes (em quantidades balanceadas e equilibradas).

LUMINOSIDADE

Para uma boa floração as orquídeas precisam de luz, mas a maioria não tolera sol direto, com exceção de alguns gêneros como Epidendrum, Cyrtopodium, Arundina, Cymbidium, Dendrobium, Oncidium, Catasetum  e  Renanthera. A maioria das plantas prefere estar a meia-sombra, embaixo da copa das árvores, sob proteção de sombrite, ou na varanda, onde não recebam sol diretamente. Mesmo dentro do orquidário podemos organizar as plantas para que cada espécie receba a incidência adequada de luz. É fundamental estudar cada espécie.

Entre todos os gêneros, a luminosidade ideal pode variar de 30 a 80 %. Em caso de orquidários, usualmente, a cobertura é feita com tela “sombrite”. A escolha dessa cobertura varia também de acordo com a região onde estão as plantas. Pela diferença de tonalidade das folhas é possível perceber se existe excesso ou falta de luz. Folhas com tons claros e amarelados indicam excesso de luminosidade, se estiverem com um bonito tom de verde, a luminosidade está adequada, mas se o verde for muito intenso está faltando luz.

IRRIGAÇÃO

Vai depender, em grande parte, da forma como se estão cultivando as plantas, do ambiente onde ficam (umidade e temperatura), da espécie, do tipo e tamanho de vaso e, especialmente, do substrato utilizado. Podem ser usados diversos tipos de recipientes, como vasos de barro ou de plástico, cachepots de madeira e pedaços de cascas de arvores ou até mesmo árvores vivas.

O substrato deve ser poroso e facilitar o crescimento das raízes. Os substratos podem ser orgânicos, esfagnum, casca de pinus, fibra de coco, macadâmia, puros ou em combinações. Alguns preferem cultivar as plantas em pedaços de casca de peroba, de troncos de café, sansão do campo e barbatimão. Quando não decompostos estes materiais tem boa porosidade, boa capacidade de retenção de água e são fonte de nutrientes.

Para liberar e ceder nutrientes, para que possam ser absorbidos pelas raízes, é necessário a decomposição e mineralização destes materiais, Na decomposição e mineralização vão se compactando, apodrecendo, liberando substancias toxicas, que causam a morte das raízes, pelo que, muitas vezes observamos raízes saindo dos vasos, fugindo dos substratos.

O apodrecimento de substratos orgânicos pode levar ao aparecimento de pragas como lesmas e caracóis, aumentando o surgimento de doenças e da retenção de água. Por isto, o substrato deve ser trocado periodicamente, a cada dois ou três anos em recipientes maiores de acordo com o tamanho da planta. Lembrar que é proibido usar xaxim, sejam vasos, placas ou pedaços.

Atualmente, preferimos substratos de cultivo formados por materiais inertes como seixos rodados pequenos ou brita zero, sinasita (bolinhas de argila expandida), também tamanho pequeno, isopor em pedaços e a grande sacada à “grande sacada”, carvão vegetal em pedaços, todos em tamanhos de 0,5 a   1,5 cm. Estamos utilizando mistura de partes iguais de carvão, sinasita, brita e isopor. Este substrato apresenta durabilidade muito alta e pode ser reutilizado várias vezes.

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