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Região de Mogi das Cruzes concentra a maior produção de caqui do Estado

Data23 abril 2021

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Na região, que ostenta o título de maior produtora do Estado, a história da fruta também se entrelaça com o trabalho da comunidade japonesa local.

“Tanto as variedades cultivadas quanto as metodologias de plantio são originárias da colônia japonesa que deu início à atividade por volta da década de 1920 e se consolidou, como exploração econômica de valor comercial, na década de 1960”, conta Felipe Monteiro de Almeida, secretário Municipal de Agricultura de Mogi das Cruzes, engenheiro agrônomo licenciado da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Segundo o secretário, o cultivo do caqui na região ocupa uma área de 1.484 hectares, em 468 propriedades onde se cultivam caquis das variedades Fuyu, Giombo e Rama Forte, com uma produção estimada em cerca de 50 mil toneladas para a safra de 2021, sendo que, somente a cidade de Mogi das Cruzes, conhecida como ‘terra do caqui’, responde por mais de 50% da produção regional.

A extensão rural tem contribuído há anos para esse cenário pujante na região. “Em um trabalho de longa data, com objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do caqui em nossa região, nós da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ‒ em parceria com o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Prefeitura Municipal e os produtores rurais do Alto Tietê ‒ investimos na adoção de técnicas e tecnologia no sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF), que utiliza um conjunto de práticas agrícolas que viabiliza economicamente a propriedade, maximizando o uso dos recursos naturais, assegurando a redução de riscos às pessoas e preservando o meio ambiente.

Esse trabalho levou a nossa produção de caqui a um patamar de excelente qualidade, com alta produtividade, e a nossa região a se tornar responsável por mais de 50% da produção paulista”, explica o agrônomo Renato Pereira, que foi coordenador da PIF – Caqui.

Nesse contexto, Felipe Monteiro destaca que, atualmente, o trabalho de articulação, Ater e pesquisa da Secretaria Estadual de Agricultura ainda se mostra essencial para o contínuo desenvolvimento da cultura, pois ações de manejo fitossanitário do caquizeiro têm exigido uma maior dedicação dos produtores, principalmente no diz respeito ao controle da antracnose.

“Ao longo dos anos, a Secretaria estadual estabeleceu uma relação de confiança mútua e trabalho em parceira em prol do desenvolvimento da cultura no Estado. Como na agricultura, em especial na fruticultura, a necessidade de aprimoramento das tecnologias de manejo e produção é essencial para manutenção da atividade com produtividade e qualidade. Neste momento, ações coordenadas para o controle sanitário são de extrema importância para que São Paulo continue liderando a produção no âmbito brasileiro”, diz Felipe.

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