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Porque o Agro brasileiro precisa do Lean

Data18 maio 2021

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Você sabe o que é Lean Thinking e como essa metodologia funciona? O Lean Thinking, Mentalidade Enxuta ou simplesmente Lean, é um conjunto de técnicas utilizado na identificação e eliminação de desperdícios presentes nos processos. Sua origem data do final da Segunda Guerra Mundial, quando Taiichi Ohno, então gerente da Toyota Motor Company no Japão, viu-se às voltas com uma terrível escassez de recursos financeiros.

Aperfeiçoando conceitos consagrados por Henry Ford e Frederick Taylor, Ohno desenvolveu o Sistema Toyota de Produção. Anos depois, ao ser levado para os Estados Unidos, o Sistema foi batizado de Lean, pela equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT), liderada por James Womack.

Carlos Moretti, sócio da Treinari, explica que os resultados favoráveis da empresa japonesa fizeram o mundo querer conhecer esse método. “Com o passar do tempo, os significativos resultados financeiros obtidos pela empresa Japonesa, ao empregar o Lean Thinking, fizeram com que a metodologia rompesse as barreiras da manufatura e passasse a ser disseminada em áreas tais como serviços, saúde, logística e por fim, agronegócio”, comenta.

Carlos Moretti analisa o contexto mundial do mercado para o agro brasileiro, segundo as 5 Forças de Porter, especificamente quanto à Ameaça de entrada de novos concorrentes (Ameaça de novos entrantes). Consideramos a concorrência gerada por países produtores Africanos, financiados por capital Chinês.

Características do agro brasileiro:

· Disponibilidade de terra agriculturável/arável: 260 milhões de hectares
· Clima: graças à sua localização geográfica, o clima (temperatura e umidade relativa do ar) é favorável ao cultivo
· Disponibilidade de água para irrigação em vários biomas: o Brasil tem 12% da água doce do mundo
· Tecnologia para agricultura tropical: o Brasil desenvolveu tecnologia agropecuária adequada aos trópicos, graças à Embrapa e parceiros.
· Financiamento: Os Custos Administrativos e Tributários do crédito rural são considerados altos, por especialistas do Valor Econômico
· Custos Logísticos: O custo logístico para exportação de uma tonelada de Soja, para seu principal comprador (China) é aproximadamente, 12% do valor pago pelo cliente!
o Preço da tonelada da Soja (FOB): US$ 480,00
o Custo de Transporte da tonelada: US$ 70,00 (Média entre os vários portos brasileiros, aproximadamente. Cálculos baseados nessa matéria do Valor Econômico)
· Gestão da produção: Após visitarmos produtores nacionais de várias culturas (cana, soja, milho, feijão e mamão) e cujas propriedades têm área de até 10.000 hectares, constatamos que:
o A gestão da produção (binômio mão de obra – máquina) é realizada segundo conceitos que datam do início do século passado, preconizados Frederick Taylor e Henry Ford,
o O foco na melhoria de processos é incipiente.
o Apesar de uma excelente gestão de indicadores de resultados, há pouca ou nenhuma gestão de indicadores de processo

Características da parceria África + China:

· Disponibilidade de terra agriculturável/arável: Segundo o Banco Mundial, em 2016 a África possuía 400 milhões de hectares agricultáveis
· Clima: A posição geográfica da área agricultável africana proporciona o mesmo clima (temperatura e umidade relativa do ar) favorável ao cultivo das principais commodities agrícolas brasileiras
· Solo: O solo africano – em sua região agricultável – é muito semelhante ao do Brasil, dado que os continentes Americano e Africano foram “um só”, há milhões de anos.
· Disponibilidade de água: Área agricultável tem precipitações médias de 800 mm a 1.200 mm por ano
· Tecnologia para agricultura tropical: a tecnologia desenvolvida pelo Brasil foi e é vendida para grandes players do mercado agrícola, ou seja, não é mais um diferencial competitivo
· Financiamento: A China tem o segundo maior PIB do mundo, com previsão de ultrapassar os EUA, até o final desta década. Juntamente com o poder econômico, a China possui uma “vocação” para as obras de infraestrutura, necessárias ao continente Africano
· Custos Logísticos: A exportação de produtos para a China, a partir de portos localizados na costa oriental da África, reduziria drasticamente os custos com logística.
Como resultado dessa nova concorrência, haveria:
· Aumento da oferta mundial o que levaria à queda de preços das commodities agrícolas,
· Diminuição dos volumes de commodities brasileiras exportados para a China.

E como nossos Produtores Rurais podem se preparar?

Nesse cenário, venderíamos quantidades menores e a preços reduzidos.
Sendo assim, a manutenção da rentabilidade passará, forçosamente, pelo aumento da produtividade “da porteira para dentro”. Não nos referimos à produtividade medida em sacas por hectare, mas sim àquela medida em hectares plantados por hora, por exemplo. E o Lean Thinking é a solução ideal para essa situação: Diferentemente de outras metodologias de melhoria de processos, a implantação do Lean requer baixíssimos investimentos iniciais, não requer a compra de equipamentos e sistemas sofisticados e já proporciona resultados significativos nos primeiros meses (3~5 meses) do processo de implantação.

A implantação do Lean Thinking apresenta custo benefício extremamente favorável e tem resultados comprovados no Agro.

Carlos Moretti – pioneiro na implantação do Lean no Agronegócio – explica que tem como propósito aumentar a rentabilidade de seus clientes, melhorando sua produtividade: “Quero levar o Lean Thinking para toda a cadeia do agronegócio e assim ajudar o Brasil a se consolidar como “o país que alimentará o Mundo”.

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