Notícias

Comércio Exterior e Economia

Permissionários da Ceagesp exigem revogação do aumento de ICMS sobre alimentos

Data8 janeiro 2021

COMPARTILHE

  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

No dia 08 de janeiro, aconteceu uma manifestação pacífica, entorno, da Ceagesp, organizada pelos permissionários e representantes atacadistas. Com o acompanhamento da Polícia Militar, houve a interdição de uma faixa da Avenida Dr. Gastão Vidigal, na manhã desta sexta-feira, ocupada por caminhões com faixas contra o aumento de ICMS – Imposto de Circulação de Mercadorias.

O governador do Estado de São Paulo, João Doria afirmou, recentemente, o cancelamento da alteração da alíquota de ICMS sobre alimentos, insumos agrícolas e medicamentos.

“Após reunião com a equipe econômica do Governo de SP, determinei o cancelamento de qualquer alteração de alíquota de ICMS em alimentos, medicamentos e insumos agrícolas”, disse João Doria.

As mudanças em alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de diversos produtos teriam elevação do preço a partir de 1° de janeiro, deste ano, após decretos relacionados a uma lei publicada em outubro do ano passado.

As reivindicações, mesmo com a suspensão, sucederam, porque, os permissionários exigiriam a revogação deste decreto.

“Nós não queremos que seja suspensa, nós queremos que revogue o decreto. Suspender é uma coisa, quer dizer que está lá aprovada e a qualquer momento, ele vai colocar esta carga tributária”, ressaltou o presidente da APESP – Associação dos Permissionários do Entreposto de São Paulo, Onivaldo Comin.

Na manifestação, além de informar aos comerciantes, compradores, visitantes sobre a situação do aumento de ICMS sobre os alimentos, foi lido um documento que será enviado ao governador de São Paulo.

Os permissionários atacadistas da Ceagesp vêm ao longo do tempo, sucessivamente, sofrendo com situações que prejudicam o faturamento das vendas, seja por altos impostos ou catástrofes ambientais.

Isso afeta toda a cadeia hortifrutigranjeira, já que a produção rural fica limitada pela compra dos atacadistas e os prejuízos financeiros com a perda de alimentos nos boxes e veículos por conta da inundação, no ano passado, ainda são sentidos pelos permissionários.

Consequência de tudo isso, é o repasse do valor, já que o consumidor final, também, arca com o custo dos alimentos cada vez mais caros.

“Além da gente ter reduzido a nossa venda, na base de 70%, mais essa carga tributária, a gente nem sabe a consequência disso. Nós viemos de uma enchente, em fevereiro [2020], uma pandemia, a partir de março. Isso em termo de vendas, para o consumidor o efeito cascata torna de 30% do preço final de todo o produto hortifrutigranjeiro”, frisou Onivaldo Comin.

VEJA TAMBÉM...

Publicidade