- Jornal EntrePosto - https://www.jornalentreposto.com.br -

O uso de EPIs no campo vem se tornando cada vez mais necessário

Equipamentos protegem contra os inúmeros riscos aos quais os trabalhadores rurais são expostos

O agronégocio é uma das bases fundamentais da economia e, à medida que a produção aumenta, os acidentes de trabalho tornam-se frequentes – e preocupantes.  Segundo o Ministério da Previdência Social, o setor de armazenagem – silos de grãos e outros tipos de armazenamento – teve, em 2016, 13 mortes a cada 100 mil trabalhadores, o que representa 25% das atividades econômicas mais letais para se trabalhar no país, atrás apenas das profissões relacionadas às mortes no trânsito. Já no manuseio de cereais e derivados, foi registrado pelo Ministério do Trabalho um aumento de 140% nas mortes por asfixia, estrangulamento ou afogamento em 2017. A recente explosão de um Silo no Paraná demonstra o quanto o setor ainda é vulnerável no quesito segurança.

A proteção dos trabalhadores rurais é de extrema importância para garantir uma produção eficiente e segura. Assim como em outras áreas de produção, o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é imprescindível para preservar a saúde e a integridade física do homem do campo. Em razão disso, o EPI rural tornou-se obrigatório por lei, visando a segurança do trabalhador e o cumprimento das normas de proteção.

Romário Alves, CEO e fundador da Sonhagro, empresa especializada em crédito rural, que fornece aporte para aquisição de equipamentos, ressalta a importância dos EPIs para a segurança dos agricultores: “Buscamos não apenas apoiar os produtores rurais financeiramente, mas também conscientizá-los sobre a relevância do uso correto de EPIs. Esses equipamentos são ferramentas essenciais para preservar a saúde do trabalhador no campo, permitindo que eles desempenhem suas atividades com maior segurança e bem-estar.”

A lista de riscos aos quais o trabalhador rural está exposto é extensa, incluindo animais peçonhentos, agentes parasitários, exposição prolongada a radiações solares e intempéries, além dos ruídos e vibrações de máquinas agrícolas. Adicionalmente, partículas de grãos armazenados, pólen, ácaros, dejetos, células de fungos e bactérias também representam riscos à saúde, sendo elementos infecciosos que podem desencadear processos alérgicos. A NR 31, norma que regulamenta a segurança e a saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura, estabelece as diretrizes para o uso adequado dos EPIs no campo.

Fernando Belmonte, founder do Melhor Indústria, um marketplace brasileiro líder na venda de MRO e EPIs de alta qualidade, destaca a segurança proporcionada pelos equipamentos: “Todos os EPIs passam por rigorosos testes de qualidade para garantir sua eficiência e resistência. Eles são projetados para proteger os trabalhadores rurais em todas as etapas de suas atividades, mitigando riscos e proporcionando um ambiente de trabalho mais seguro.”

Com os três principais pilares – cumprimento das legislações, treinamento da equipe quanto a operação de ferramentas e maquinários e uso correto de EPIs – o empregador consegue maior tranquilidade quanto a integridade dos seus colaboradores no campo, maximizando e potencializando a produção, tornando assim o trabalho rural mais seguro.