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O solo como fonte nutricional

Data10 junho 2020

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Valter Casarin

Em tempos de pandemia e de melhorar nosso sistema imunológico, devemos entender que os alimentos saudáveis ​​têm que originar em algum lugar.

O local que dá origem aos alimentos é o solo, porém os alimentos saudáveis ​​e de alto rendimento não podem brotar em qualquer pedaço de terra.

Para muitos, a terra é considerada como “sujeira”, por ser o material que acidentalmente é transportado para dentro de casa em seus sapatos. Por outro lado, é o ecossistema de nutrientes e organismos vivos que existe sob nossos pés.

Um solo saudável e bem conservado é um componente essencial não apenas para o cultivo de fartas colheitas, mas também para proteger o meio ambiente e sustentar a agricultura para as gerações futuras.

Assim, cuidar da “saúde do solo” é uma ação de grande importância para a preservação da vida humana. Da mesma forma que o corpo humano, o “solo saudável depende de muitos fatores.

É nas camadas mais superficiais do solo que se encontra a parte mais fértil. Perder essa camada significa perder muitos nutrientes, e a consequência é reduzir a capacidade deste solo em produzir alimentos.

Os agricultores são os responsáveis em alimentar o mundo, sendo assim, qualquer prática que reduza o nível de produtividade do solo, afetará o seu sustento e suas receitas.

Portanto, os agricultores estarão sempre preocupados em construir e proteger a “saúde do solo” para obter culturas saudáveis e de alto rendimento.

O fertilizante é o caminho mais seguro e barato para devolver ao solo os nutrientes que são perdidos pela erosão, pela exportação dos produtos colhidos, entre outros fatores de perda.

É através da aplicação dos fertilizantes que os agricultores equilibram os nutrientes no solo com o objetivo de obter rendimentos de produtos agrícolas em quantidade e qualidade.

O momento é propício para dissipar alguns mitos sobre os fertilizantes. Reconhecer seu papel na alimentação do mundo e ver como eles podem ajudar a agricultura a enfrentar os desafios futuros.

Um desses desafios é o crescimento populacional nos próximos anos, onde duas em cada três pessoas viverão em áreas urbanas. Esse crescimento será acompanhado pela maior demanda por alimentos, com estimativa da necessidade de aumentar a produção de alimentos em cerca de 60% nas próximas três décadas.

A previsão é que o aumento da produção de alimentos terá de vir dos países em desenvolvimento por meio de uma intensificação da agricultura, ou seja, um aumento do rendimento por unidade de área.

À medida que a urbanização reduz a força de trabalho rural, a agricultura também terá que adotar novas formas de uso intensivo da terra. Esses cenários indicam melhor eficiência no uso de todos os recursos naturais e destacam a necessidade de aumento, embora não proporcional, do uso de fertilizantes.

A Nutrientes Para Vida (NPV) é uma iniciativa que tem por missão informar a população sobre a importância dos nutrientes para as plantas e para os seres humanos.

Sua atuação está baseada em informações científicas, de forma a explicar o papel essencial dos fertilizantes na segurança alimentar, tanto na quantidade como na qualidade do alimento produzido. O uso do fertilizante está alicerçado nos aspectos sociais, econômicos e ambientais.

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