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Comércio Exterior e Economia

Maior alta de inflação dos alimentos nos últimos tempos

Data16 fevereiro 2022

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Divulgado pelo Banco Central, em seu Relatório Executivo da semana, divulgado no dia, 7 de fevereiro, e comenta os principais acontecimentos políticos e econômicos que serão destaques nos próximos dias.

O Boletim aponta uma expectativa de inflação maior para 2022, de 5,38% para 5,44%, o quarto aumento consecutivo. Além disso, a projeção de crescimento para 2023 caiu, pela terceira semana seguida, de 1,55% para 1,53%. “Mas basicamente sem alterações do ponto de vista da taxa de juros da qual expectativa para este ano é de 11,55% para Selic”, salienta Gesner Oliveira, sócio-executivo da consultoria e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

O IGP-DI de janeiro, divulgado hoje, foi de 2,01%, elevado principalmente pela alta das commodities: minério de ferro (11,33%), soja (5,55%), milho (8,40%) e diesel (5,13%), itens que apresentaram forte alta. O IPA-DI foi de 2,57%. O principal destaque da semana é a divulgação do resultado do IBC-Br de dezembro de 2021, na sexta (11). A projeção da GO Associados é de 0,3% de alta. O bom desempenho da economia em novembro e dezembro deve melhorar as projeções para o PIB de 2022.

Combustíveis

O destaque na Câmara e no Senado deve ser a discussão da PEC dos combustíveis, apresentada na última sexta (4), e que terá impacto fiscal estimado pelo Ministério da Economia em um valor próximo de 100 bilhões de reais. A proposta autoriza o governo federal e os governos estaduais a reduzir os impostos sobre os combustíveis (diesel e biodiesel) e da energia elétrica. Além do “auxílio diesel” de 1.200 reais por mês para caminhoneiros por até dois anos e o pagamento do gás de cozinha para famílias de baixa renda. A PEC não teve o aval da equipe econômica do governo.

“As incertezas e o populismo fiscal de medidas como estas PECs, além de interferências políticas em estatais, pioram as expectativas sobre a economia brasileira e desvalorizam o real, o que tem impacto no preço dos combustíveis. Além disso, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia pode agravar a situação, já que a Rússia é um dos grandes produtores de petróleo e gás natural do mundo. O preço do barril, que atualmente está em 93 dólares pode ultrapassar os 100, se o conflito se agravar. Portanto, mesmo diante de uma redução de impostos, o preço deve aumentar. Resumindo, as PECs, embora com boas intenções não resolvem o problema que é mais complexo e requer mais esforços”, analisa o consultor da GO Associados, Luccas Saqueto.

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