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Logística e Transporte

Logística no transporte de mangas no País

Data15 março 2021

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O transporte da manga é feito principalmente por via marítima. Do Sertão do São Francisco, a manga segue para o porto de Salvador, no estado da Bahia, e de lá, atraca no Porto de Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará, para então seguir rumo à Europa e à América do Norte.

As mangas são embaladas em caixas com peso líquido aproximado de 4,2 kg. Um container de 40’ contém 20 pallets com 272 caixas, formando aproximadamente 22 toneladas. Apenas 5% de todo o volume da exportação é feito por aeronaves, pois o custo deste tipo de transporte é alto.

Desde o ano passado, o setor de frutas do Brasil vem encontrando dificuldades para entregar mercadoria e atender a demanda externa. Consequência da pandemia do Coronavírus e das restrições impostas por importantes países consumidores, o volume exportado diminuiu e o setor desde então busca maneiras de driblar as dificuldades.

Alexandre Duarte, diretor de logística da Abrafrutas, explica que em 2020 a redução do fluxo de aviões vindo das Américas, Ásia e Europa foi expressivo, impactando diretamente nas exportações de fruta, principalmente de manga e mamão, produtos considerados como “carros-chefes” das exportações brasileiras.

O problema começou com a diminuição de voos comerciais, consequência das restrições sanitárias impostas ao redor do mundo. Segundo Alexandre, a condição passou a ficar mais crítica porque as exportações são feitas justamente com essa logística.

“Há muitos anos se utiliza aviões comerciais para fazer essa exportação. Isso acontece porque o avião cargueiro, por exemplo, transporta 90 toneladas de produto. No caso dos aviões comerciais, além do fluxo diário, nós conseguimos transportar entre 15 e 20 toneladas. Então no lugar de colocar tudo em um dia só, fazemos vendas aos poucos e que suporte a demanda”, afirma o especialista.

Segundo Alexandre, uma das alternativas encontradas pelo setor, foi quando as companhias áreas transformaram os voos comerciais em cargueiro. Ou seja, utilizaram os lugares que seriam para passageiros para transportas cargas. “A demanda de insumos para vacinação e medicamentos é alta, então passamos a utilizar esses espaços”, afirma.

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