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JE conversa com Pascal Marrocq – Gerente Comercial da Blue Whale

Data19 outubro 2020

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Engenheiro agrônomo e há mais de 20 anos na Blue Whale, Pascal Marrocq é o gerente comercial da empresa em toda a América. Esteve 3 anos no Chile para desenvolver também a oferta da entressafra da maçã

A Blue Whale foi fundada em 1950, quando um grupo de fruticultores abriram negócios no vale de Garonne, na França. A empresa tem 3850 hectares de pomares de maçã, distribuídos em quatro principais regiões de cultivo na França (Provença, Alpes, Sudoeste e Vale do Loire) .Hoje, ela é uma das principais exportadoras de frutas da Europa.

Líder da maçã francesa, com 50 anos de conhecimento de mercado e de inovações de variedades, Blue Whale desenvolve suas próprias marcas e seleciona produtos exclusivos que satisfazem perfeitamente as expectativas dos consumidores. Hoje em dia, as tendências do consumo francês tendem a frutas muito açucaradas, com um sabor equilibrado ou doce. A Blue Whale é uma das marcas de maçãs importadas que podem ser encontrada, facilmente, na Ceagesp.

“A CEAGESP para nós é um mercado estratégico pois sabemos da importância que tem para todo o Brasil. É uma referência internacional e aí estão os melhores importadores. Nosso objetivo hoje é continuar trazendo nossas melhores frutas e inovações para este mercado e desenvolver ainda mais as relações que temos nossos clientes”

JE – Quais são os tipos de maçãs que vocês produzem e quais são exportadas ao Brasil?
Pascal Marrocq
– A Blue Whale hoje é uma das líderes na oferta de novas variedades de maçãs. Atualmente trabalhamos com cerca de 20 variedades. Além das tradicionais mais exportadas para o Brasil como a Royal Gala, Granny Smith, Red Delicious e Fuji, estamos tendo ótimos retornos com as novas variedades como Pink Lady, Ariane e Kissabel.
Hoje estamos apostando na variedade Candine, uma maçã de pele vermelha brilhante, polpa branca, muito crocante e um nível de açúcar superior a Fuji. Ela é uma cruza da Fuji com a Ariane. Acreditamos que é perfeita para o mercado brasileiro!

JE – Vocês chegam a exportar a maçã Blue Wale para quantos países?
Pascal Marrocq –
A Blue Whale é a maior exportadora de frutas da França. Atualmente exportamos para mais de 70 países, em todos os continentes, o ano todo.

JE – Há quanto tempo, a empresa exporta para o Brasil e qual a importância para vocês com o mercado brasileiro?
Pascal Marrocq –
Exportamos para o Brasil há cerca de 30 anos, durante os quais criamos uma reputação de produtores de frutas de qualidade, reconhecida nos principais CEASAS do país.

JE – Como é feita a logística e há muito entrave com as barreiras fitossanitárias?
Pascal Marrocq –
Nossa logística respeita todo o processo da cadeia do frio. Desde a embalagem e estocagem até a chegada ao CEASA, nossas frutas são transportadas em ambientes refrigerados para melhor conservação e manter toda sua qualidade. O transporte marítimo também é feito em containers refrigerados e dura em média 15 dias para chegar ao porto de Santos.
Em respeito as barreiras fitossanitárias, na França temos altas exigências por parte dos órgãos reguladores locais e respeitamos todas as determinações fitossanitárias brasileiras.

JE – Você já teve a oportunidade de conhecer o Brasil, Santa Catarina, por exemplo, que é a maior região produtora de maçãs do País e também de participar de feiras e eventos por aqui?
Pascal Marrocq –
Sim, conhecemos muito bem os produtores da região Sul do Brasil, com quem mantemos ótimas relações.
Em 2019 estivemos na feira PMA – Fresh Connections em São Paulo e, com uma rede e equipe cada vez mais forte no Brasil, estamos aumentando nossa presença nos eventos.

JE – Você acredita que se houvesse o acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia facilitaria a exportação de produtos franceses ao Brasil?
Pascal Marrocq –
Sim, com certeza, com diminuição de taxas de importação e exportação o comércio exterior será beneficiado, em ambos os sentidos.

JE – O dólar, nos últimos dois anos, por exemplo, permanece em alta. Como ficaram as exportações ao Brasil, já que os importadores compram a fruta na moeda americana?
Pascal Marrocq –
A nível de importação e exportação estamos sempre sujeitos as variações cambiais. Além disso, estamos também sujeitos a outras variáveis, como as alternâncias de safra, adversidades climáticas, etc. Porém, estamos todos no mesmo mercado, e expostos as mesmas variáveis, o que traz as mesmas consequências para todos.
Além disso, estamos falando de alimentos, e as pessoas precisam continuar se alimentando. Sobretudo quando se trata de alimentos frescos e saudáveis, que estão cada vez mais procurados.

JE – Qual o período correto da maturação da fruta que ela é exportada?
Pascal Marrocq –
A fruta é sempre colhida no seu momento ideal de maturação, que é definido por testes de iodo, pressão e açúcar. Além disso, na Blue Whale, colhemos tendo em mente para qual mercado será enviada a fruta. Para o Brasil, por exemplo, sabemos que a fruta terá entre 15 e 25 dias de transporte até chegar ao CEASA. Ou seja, priorizaremos as que tiverem boa pressão e conservação.

JE – A cadeia do frio é de extrema importância para conservação do alimento. Como é o processo de vocês desde a colheita até chegar aos empresários atacadistas da Ceagesp?
Pascal Marrocq –
A cadeia do frio é algo muito controlado na França. A partir do momento em que chegam em nossas estações, nossas maçãs seguem todo o processo em ambientes de temperatura refrigerados, até o embarque. Já no transporte marítimo, inserimos 3 termômetros por container, para assegurarmos que a temperatura está corretamente distribuída e controlado ao longo de todo o trajeto.

JE – Vocês já levaram empresários da Ceagesp ou compradores brasileiros para conhecerem a produção de vocês na França?
Pascal Marrocq – Sim, regularmente recebemos compradores de todas nacionalidades em nossos escritórios em Montauban, na França. Para nós é um prazer poder compartilhar nossa paixão e ter a oportunidade de mostrar todo o trabalho que é feito até a fruta chegar ao destino.

JE – A Ceagesp é a maior Central de abastecimento da América Latina. Diversos produtos são comercializados, inclusive, os importados. Como esse mercado atacadista se torna atrativo para a Blue Wale e como conquistar mais essa fatia do comércio da Ceagesp?
Pascal Marrocq –
A CEAGESP para nós é um mercado estratégico pois sabemos da importância que tem para todo o Brasil. É uma referência internacional e aí estão os melhores importadores.
Nosso objetivo hoje é continuar trazendo nossas melhores frutas e inovações para este mercado e desenvolver ainda mais as relações que temos nossos clientes. Temos equipes que estão presentes localmente em São Paulo, sempre prontas para atender e responder a qualquer solicitação que possa aparecer, de maneira rápida e eficiente.
Além disso, desenvolvemos também um setor de marketing, trazendo apoio de venda aos nossos clientes, sempre com objetivo de crescermos juntos.

JE – Algumas empresas da Ceagesp já comercializam as maçãs da Blue Wale e cada vez mais empresas estão aderindo ao produto de vocês. Vocês pretendem trazer outras frutas para a Ceagesp?
Pascal Marrocq –
Com mais de 50 anos no mercado de exportação de frutas, a Blue Whale hoje é reconhecida pela qualidade de suas frutas, suas inovações e pela capacidade de atender seus clientes o ano todo. Nós somos especialistas em maçãs, que correspondem a mais de 90% de nosso volume, porém produzimos também peras, kiwis, ameixas e uvas.

“Nossa logística respeita todo o processo da cadeia do frio. Desde a embalagem e estocagem até a chegada ao CEASA, nossas frutas são transportadas em ambientes refrigerados para melhor conservação e manter toda sua qualidade”

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