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Guerra entre Rússia e Ucrânia: Como isso afeta o combustível no Brasil?

Data25 fevereiro 2022

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No dia 24 de fevereiro, o preço do barril de petróleo ultrapassou a casa dos US$ 105. A alta drástica no produto é um reflexo da guerra deflagrada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, à Ucrânia. Por consequência, o preço da gasolina tende a disparar.

Esta é a primeira vez desde 2014 que o preço da commodity ultrapassa os US$ 100. A alta registrada foi de 8,44% para o barril de petróleo tipo Brent e 8,12% para o óleo tipo WTI. A disparada aconteceu após Putin iniciar uma operação militar contra o país vizinho, a Ucrânia e prometer represálias a quem decidir interferir.

Vale mencionar que o petróleo já estava em risco desde que a Rússia começou a fazer ameaças sobre um ataque à Ucrânia. O motivo para o aumento do petróleo está relacionado ao fato de que a Rússia é um dos principais produtores do insumo em todo o planeta.

Para se ter noção da relevância deste cenário, é preciso saber que, cerca de 44% do gás importado pela União Europeia vem da Rússia, bem como 25% do petróleo. Devido a este conflito, o mercado da gasolina fica cada vez mais escasso.

A consequência é a necessidade de buscar pelo produto em outras partes do planeta, fator que tende a aumentar o valor do combustível.

O diretor executivo de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, disse hoje (24), que a companhia está monitorando a evolução da crise entre a Rússia e a Ucrânia que, até o momento, se acha restrita à região. Por isso, analisou não ver impacto na segurança de atendimento aos clientes no Brasil, supridos por refinarias no país e pela importação de outras áreas no mundo. 

Com relação aos preços, entretanto, Mastella enxerga impacto de elevação muito forte na volatilidade dos preços no mercado. “Hoje ocorreu um pico que ainda não se estabilizou”, disse. O mercado todo está observando o que está acontecendo e tentando avaliar as consequências da crise, a partir dos desdobramentos da situação na Ucrânia, disse.

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