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Em quatro meses, Memorial da Evolução Agrícola recebe mais de 30 mil visitas

Espaço de 64 mil metros está localizado em Horizontina, no Noroeste do Rio Grande do Sul, onde foi fabricada a primeira colheitadeira automotriz brasileira.

A história da agricultura ganhou um novo capítulo. O MEA – Memorial da Evolução Agrícola vem transformando a rotina do Noroeste do Rio Grande do Sul. Localizado em Horizontina, ele tem como proposta contar a trajetória desse importante setor não só da economia, mas da sociedade brasileira. Desde a sua abertura ao público, em 15 de dezembro de 2023, o espaço já recebeu mais de 30 mil visitas.

Oferecendo uma experiência única, a exposição de longa duração une rigorosa pesquisa multidisciplinar, espaços museográficos imersivos e muita tecnologia digital e sensorial. Quem visita o local, vê salas ricas em cenografia, equipamentos de época, painéis, vídeos, displays contendo grãos, ferramentas e maquinário do passado e do presente.

A produtora rural de Barretos (SP), Chris Morais “Mega”, como é conhecida nas redes sociais, é uma das pessoas que já esteve no MEA. “É maravilhoso! Quem visita o memorial vai conhecer a história do agro desde o início até hoje. São muitas atrações. O espaço é lindo com todas suas cores, arte e ciência – principalmente mostrando como a ciência transformou o Brasil em uma potência da produção agrícola sustentável e que hoje é celeiro para o mundo”, frisa. É um orgulho termos um museu como esse voltado ao agro dentro do Brasil, com toda a tecnologia de última geração que se pode encontrar em um espaço cultural. Mesmo quem não é do agro vai conseguir compreender a evolução do setor”, garante Chris.

No MEA, diversos espaços são convidativos à interação, sendo possível tocar, pegar e até subir em equipamentos. Dois deles, uma cabine de uma colheitadeira e uma cabine de um trator, possuem simulação em realidade imersiva, proporcionando aos visitantes vivenciar a experiência de pilotar o maquinário em meio à lavoura. A narrativa contempla questões históricas, sociais e regionais, passando por temas como a agricultura tradicional, a evolução agrícola, as transformações em termos de manejo do solo, como o Plantio Direto, e também visões de futuro.

“O MEA se diferencia por ser um espaço que pensa a agricultura como um processo ancestral de produção de alimentos, com muitas complexidades e camadas, que vem se sofisticando ao longo dos anos e atualmente pode compreender tanto processos manuais como aqueles altamente tecnológicos”, pontua Karina Muniz Viana, doutora em Museologia e Patrimônio e coordenadora Técnica e de Governança do Memorial. Ela também explica que o espaço se converteu em um ponto de encontro da região, que tem abraçado a programação proposta pela instituição. 

Além de contar a história da agricultura nacional, o MEA é um complexo de arte, educação, meio ambiente, esporte e lazer. Na área do complexo há quadras esportivas, academia ao ar livre, café, salas multiúso para atividades como dança, teatro, artes plásticas e experimentações artísticas, playground, loja e espaço para feira ao ar livre, tornando-se um ambiente de convivência, cultura e educação. 

Serviço:

MEA – Memorial da Evolução Agrícola. 

Todas as atividades são gratuitas e de classificação livre.

Horário de funcionamento do prédio Memorial: de quarta a domingo, das 9h às 17h. 

Horário de funcionamento da Área externa: de terça a domingo, das 8h às 22h. 

Mais informações: contato@mea.org.br