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Da produção ao varejo, setor da floricultura pode ser sustentável

A sustentabilidade é um caminho sem volta. Do produtor ao varejista, é possível adotar soluções sustentáveis, inclusive com rentabilidade não apenas para o meio ambiente e para a sociedade, mas para os próprios negócios.

Por meio de palestras e apresentações de cases, os convidados do 10° Seminário Ibraflor – Sustentabilidade na cadeia de flores e plantas mostraram tendências, soluções, números e exemplos práticos de como os negócios podem, sim, ser mais sustentáveis em todos os segmentos. O evento, realizado no último dia 26 na Cooperativa Veiling Holambra contou com 110 participantes presenciais e 1.473 online.

“Para alguns, foi a confirmação de que estão no bom caminho. Outros saíram estimulados para aprofundar o assunto na sua empresa, alertados sobre a importância de trabalhar mais as questões ligadas ao meio ambiente. Tivemos excelentes palestrantes que, para nossa surpresa, se complementaram de modo que, no fim do dia, todos saíram muito satisfeitos e motivados. Recebemos muitos elogios”, diz Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura-, organizador do evento.

“O seminário trouxe uma série de informações aos participantes, provocando discussões e reflexões bastante úteis sobre os impactos que o tema “sustentabilidade” terá nos negócios das empresas e na mudança de hábitos dos consumidores”, avaliou Renato Opitz, diretor do Instituto.

O objetivo do Seminário foi analisar como o tema sustentabilidade é tratado em toda a cadeia da floricultura nacional e para qual cenário os produtores de plantas e flores ornamentais, distribuidores, atacadistas, pontos de venda e demais envolvidos com o setor devem estar preparados para um futuro cada vez mais próximo.

Sônia Karin Chapman, diretora da Chapman Consulting, em sua palestra sobre “A Sustentabilidade colocada em prática nos negócios”, promoveu um debate sobre os desafios de compreensão e implementação do conceito, no Brasil e no mundo. Ela destacou a importância de se envolver todos os elos da cadeia, com o olhar do ciclo de vida e da colaboração, para mitigar problemas e potencializar diferenciais competitivos do setor de flores e plantas no Brasil.

As dicas oferecidas por ela aos participantes podem parecer simples, mas fazem toda a diferença. “É preciso dispor de processos e ferramentas que antecipem os impactos, ao invés de compensá-los. Os problemas (e as soluções!) estão em todos nós. É preciso reconhecer a necessidade de uma ação global, pois não é mais possível resolver nada sozinho”, diz.

Segundo Sônia, é preciso rever (de extração, de produção e de consumo), levar em consideração (e respeitar) expectativas de diferentes partes interessadas, ter uma visão holística de impactos, suas razões e consequências, integrar-se aos processos assumindo co-responsabilidade “Acostume-se a não ter respostas definitivas para nada: a inovação é bem-vinda! Aprenda a prestar mais atenção na sua intuição. Faça alianças. Questione sempre a fonte das informações e, finalmente, seja um cidadão crítico e construtivo”, aconselha.