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CRÉDITO RURAL PARA AQUISIÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLA

Data18 agosto 2020

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O governo brasileiro anunciou, em junho, um recorde de 236,3 bilhões de reais em recursos para financiamentos pelo Plano Safra 2020/21. A alta representa cerca de 6%, em relação ao montante da temporada passada.

Enquanto os juros recuaram, mas não no patamar que esperava o setor agropecuário.

“A agropecuária brasileira será um dos principais motores da retomada econômica após a Covid-19, que impôs uma situação dramática, nunca vista, em esfera global”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Segundo representantes do segmento, o montante de recursos do Moderfrota, principal linha de crédito para a aquisição de máquinas agrícolas do País,poderia ter sido maior – houve queda de 5,2% ante o previsto no Plano Safra 2019/20, para R$ 9 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões com juros subsidiados e R$ 2,5 bilhões do Banco do Brasil com as mesmas condições – e a queda dos juros foi pequena.

Neste ciclo que chegará ao fim em 30 de junho, a linha tem taxas de 8,5% para produtores com renda bruta até R$ 90 milhões e de 10,5% para quem fatura mais. Para 2020/21, haverá uma só alíquota, de 7,5%, ante uma taxa Selic de 2,25%.

“Alguns podem reclamar dos juros para compra de máquinas agrícolas. Mas eles eram mais caros ainda. Na véspera [do anúncio do Plano Safra], conseguimos R$ 500 milhões a mais, com muita conversa com a Economia, o que propiciou baixar a taxa”, esclarece Tereza Cristina.

“A linha passará a atender um número menor de produtores, e os de grande porte terão que buscar alternativas nos bancos com juros mais atrativos”, avaliou Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea.

“Grande parte dos agricultores vai ficar de fora. Além disso, o volume de recursos no Moderfrota é insuficiente para o que o produtor precisa financiar na próxima safra”, disse João Carlos Marchezan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Já o governo do Estado de São Paulo anunciou, no dia 10 de janeiro, deste ano, as novas regras de lançamento e aproveitamento de créditos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para aquisição de máquinas e equipamentos utilizados pela agroindústria de São Paulo. A medida beneficia setores importantes, em especial o agronegócio e a indústria alimentícia, como produtores de frutas.

“As medidas que o Governo do Estado anuncia vão proporcionar o crescimento dos setores que industrializam massas, laticínios, derivados de laranja, assim como biscoitos e outros produtos dentro destes segmentos, aumentando a capacidade de produção, a competitividade e a oferta no mercado”, disse o governador João Doria.

O Secretário de Planejamento e Fazenda Henrique Meirelles explica a mudança. “Antes o crédito de ICMS do ativo comprado era apropriado aos poucos, ao longo de 48 meses. Agora o crédito é integral e de imediato. A medida permite abater o valor do ICMS a ser pago pela empresa com a venda do seu produto final”, afirmou.

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