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Comercialização de Abóboras no 1º Trimestre de 2020

Data13 abril 2020

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Odete Sanches

No 1° trimestre do ano temos duas regiões do Brasil em plena safra de abóboras: A região sul, com destaque para os estados de Santa Catarina e Paraná e a região Sudeste.

A produção caracteriza-se pelo cultivo das espécies TETSUKABUTO, também conhecida como abóbora japonesa, cabotchã, e ainda a abóbora moranga vermelha, exposição, “Abóbora Flor” pela sua forma arredondada e em gomos.

No tocante a produção da variedade conhecida como “Paulistinha” o cultivo nas regiões manteve o mesmo padrão de tonelada por hectare.

Já a abóbora Seca ou Pescoço tem mantido produção regular no estado de São Paulo.

Os agricultores comemoraram a qualidade, pois não enfrentaram doenças características do fruto como a podridão (calo d’água), entre outras; causa de prejuízo aos agricultores e comerciantes, que muitas vezes, observam a sua manifestação somente no ponto de venda.

Na contramão, por conta de índices pluviométricos mais baixos nos meses de inicio da produção, temos frutos menores que fogem da preferência de muitos comerciantes, já que peças entre 2,5 a 3 Kg têm comercialização garantida.

A venda, em toneladas, mantém-se regular, ou seja, nos padrões dos anos anteriores.

Todos sabem que nós da CEAGESP enfrentamos em Fevereiro uma das piores enchentes de São Paulo.

Nosso pavilhão, MSC-Abóbora, foi privilegiado pela sua altura dentro do terreno, assim, não tivemos perda de mercadoria, mas o prejuízo veio pelos dias que ficamos parados sem comercializar os nossos produtos.

Cabe acrescentar ainda a disseminação de FAKE NEWS, demostrando a irresponsabilidade de pessoas que sequer frequentam nosso mercado, portanto, desconhecem a seriedade e compromisso do trabalho desenvolvido por nós permissionários junto aos consumidores.

Difícil prever o futuro, ainda mais em ano cheio de desafios, pandemia por Coronavírus em curso, que pode prejudicar nossa economia, e consequentemente, afetar todos os mercados, inclusive a nossa agricultura, mas somos otimistas, e estatisticamente falando, nos meses mais frios o consumo de abóboras pelos brasileiros costuma aumentar. Vamos ver o que irá acontecer!

Outro ponto a frisar é o trabalho que temos, insistentemente, feito junto à nossa administração quanto a mantermos a setorização da comercialização dos produtos.

Para aqueles que não estão familiarizados com o tema, não é nada mais que garantir e respeitar as normas de comercialização dentro do entreposto, onde, por exemplo, abóboras devem ter sua comercialização delimitada SOMENTE no Pavilhão MSC-Abóboras, as verduras no seu segmento e assim por diante para todos os pavilhões.

Hoje ainda enfrentamos o descumprimento dessa determinação, com entrada de mercadorias clandestinas, com isso temos uma concorrência desleal dentro do próprio mercado, prejudicando a todos nós comerciantes.

Autor

Odete Sanches da empresa SANCHES e MATSUNAGA LTDA – Pavilhão MSC- Abóboras- Box 13 B a 16

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