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Com valor de importação menor, laranjas do Egito ganha os importadores da Ceasa de SP

Data3 maio 2022

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A laranja egípcia chegou invadindo de vez o maior mercado atacadista da América Latina, a Ceagesp. Somente, no ano passado, por exemplo, foram mais de 1,1 mil toneladas de produtos de origem do Egito vendidos no Entreposto paulistano. Isso representou financeiramente, algo em torno de 5,3 milhões de reais na comercialização.

Entretanto, as vendas deste ano, por enquanto, têm de tudo para superar o balanço alcançado, em 2021. Sendo que só nos dois primeiros meses de 2022, já foram contabilizados mais de 960 toneladas. Número que chega bem próximo nas vendas do ano anterior.

A fruta chega ao Brasil, no período de dezembro e até maio é possível encontrar na Ceasa de São Paulo.
Diversos estabelecimentos estão com caixas de produtos do Egito em suas gôndolas e em grandes estoques.

No caso da La Luna Importadora que está em seu segundo ano trabalhando com diversas marcas de laranjas do Egito, com variedades da Navelina, que também é conhecida como a Baia, e a Valência. A experiência do primeiro ano vem se consolidando com a demanda crescente da fruta, no mercado atacadista. Isso se deve por conta dos trâmites tributários e da legislação do comércio exterior envolvendo os dois países.

“Eles não tinham protocolos fitossanitários de exportação ao Brasil antes, aí no ano passado começaram a exportar e foi mais calmo. Esse ano aumentou um pouquinho a demanda”, explicou Giuliano Sanches, diretor comercial da La Luna Importadora.

Com a valorização do real perante à situação da queda, momentânea, do dólar, sendo que a moeda norte-americana desvalorizou 17% desde 3 de janeiro de 2022 e do Euro, nas últimas semanas contribuíram para as empresas importadoras da Ceagesp.

“A moeda nacional valorizou e quem está desvalorizando é o dólar e o euro. A gente compra em dólar, pagamos um preço no começo e depois foi caindo, melhorando e por isso,  a gente continua trazendo”, explicou Giuliano Sanches, diretor comercial da La Luna Importadora.

É o que ressalta Paulo Dutra, professor de economia da Faap – Fundação Armando Alvares Penteado. “Quem lucra são os importadores, pelo motivo contrário: tem de usar menos reais para pagar as mercadorias em dólar. De forma geral, com a queda do dólar ante o real, os exportadores perdem”, analisou Dutra.

Segundo Giuliano Sanches, diretor comercial da La Luna Importadora, a qualidade do citro da Espanha com o Egito é equivalente, a vantagem é que a egípcia não se paga o imposto de importação, o que torna a espanhola, nesse caso, um pouco mais cara.

“A caixa de laranjas egípcias sai algo em torno de 80 a 85 reais. Enquanto a da Espanha fica por R$ 95 a R$100”, disse Giuliano Sanches.    

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