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Brasil desperdiça 30% da produção alimentar e especialista indica uma das soluções para evitar essa perda

Giordania R. Tavares, CEO da Rayflex, afirma que desperdício ocorre desde o início da cadeia produtiva, inclusive no armazenamento de alimentos

A qualidade de um produto alimentício depende do respeito pelos processos e normas de segurança durante as etapas da cadeia produtiva. Um dos principais pontos de atenção para a indústria é o cuidado no armazenamento dos alimentos, principalmente em períodos mais quentes, como no verão. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um dos maiores produtores do mundo, mas também é um dos maiores responsáveis pelo desperdício. Ao todo, uma média de 30% da produção é desperdiçada, o equivalente a cerca de 46 milhões de toneladas por ano.

“Podemos dizer que o desperdício ocorre em diferentes etapas do ecossistema alimentar. Ou seja, desde a produção até o consumo. O recebimento dos alimentos, por exemplo, é uma atividade de extrema importância porque é onde começa de fato o controle da segurança alimentar. Em seguida, é igualmente imprescindível cumprir as normas de controle de contaminação e manutenção de temperaturas adequadas para cada tipo de alimento. Ainda mais em um país onde em grande parte do ano as temperaturas médias podem passar dos 30 graus”, afirma Giordania R. Tavares, CEO da Rayflex, referência nacional na fabricação de portas rápidas no Brasil e América Latina para a indústria. 

Pensando em auxiliar os produtores que desejam alcançar uma estrutura adequada de armazenamento a fim de evitar a perda de alimentos, a executiva listou as principais dicas. Confira abaixo: 

1. Invista em isolantes térmicos

O principal motivo da contaminação dos alimentos é a temperatura em câmaras frias. A perda de calor nessas estruturas acontece porque esses ambientes foram projetados sem que todos os seus equipamentos tivessem potencial térmico elevado. “É necessário se certificar de que as paredes e as portas sejam isolantes térmicos, além de fazer a escolha dos melhores componentes do projeto do frigorífico. Na Rayflex, por exemplo, temos portas indicadas para garantir as temperaturas ideais. Os modelos Frigomax e Frigo M2 apresentam resistência a até – 30ºC, o que reduz também custos com manutenção e energia elétrica”, diz Giordania. 

2. Evite deixar as portas abertas por um longo período

“Em câmaras frigoríficas, a passagem de pessoas acontece periodicamente, seja para fazer a manutenção do estoque, manipulação de produtos ou até a retirada de itens para entrega ao cliente. Quando se investe em modelos de portas tradicionais, é comum que um colaborador esqueça de fechá-la assim que entra ou sai do espaço. Dependendo do grau de necessidade do alimento, esse ato falho já se torna um fator de risco de contaminação muito sério”, explica a CEO. Como solução, a especialista indica o investimento em portas rápidas automáticas. Como o próprio nome já diz, são portas com o tempo de abertura e fechamento rápidos. 

3. Invista em manutenções periódicas

Para garantir a qualidade do isolamento térmico em uma câmara frigorífica, o sistema de refrigeração deve estar em perfeito funcionamento. “É importante que antes mesmo de apresentar qualquer problema, a manutenção periódica seja feita, evitando gastos desnecessários no futuro. Uma maneira eficaz de evitar que esse tipo de problema aconteça é seguir às normas de segurança patrimonial a partir do investimento em tecnologias de calibração, monitoramento e controle da troca de ar com ambientes externos. Por fim, implementar um sistema de degelo, com painéis isotérmicos e equipamentos que promovam a vedação entre os espaços”, pontua Giordania.