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Soluções conjuntas para a logística da paletização na Ceagesp

Data6 outubro 2015

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O Entreposto Terminal de São Paulo é grandioso pelo seu grande volume e pela grande diversidade e boa qualidade dos produtos comercializados, resultado do trabalho desenvolvido pelas suas mais de 3.000 empresas. Cada uma destas empresas resolve os seus problemas logísticos, de refrigeração e de embalagem, individualmente.

A localização e os problemas são comuns, mas não existem soluções conjuntas, como a proposta pela ‘Plataforma de Descarga Paletizada’.

A paletização permite a consolidação da carga em uma unidade de grande volume e o seu transporte mecanizado. Ela é sinônimo de progresso, de eficiência, menor esforço físico, menores danos ao produto, de agilidade, de facilidade de controle e gestão.  A crescente adoção da paletização na movimentação das frutas e hortaliças na Ceagesp é motivo de grande regozijo e também de grande preocupação. 

As empilhadeiras são fabricadas para trabalhar num ambiente plano, de piso regular, com fluxo bem estabelecido. A sua operação e o seu operador devem obedecer às regras estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela ABNT. Os equipamentos não são os mais adequados para o nosso tipo de piso e movimentação, obrigando o operador a dirigir o equipamento quando carregado, na posição “marcha a ré”, dificultando as suas manobras e sua visibilidade.

A adoção da paletização não tem volta. Todos os atacadistas pequenos, médios e grandes, terão que se adequar e ter acesso ao serviço de descarga e carga paletizada. O tamanho dos veículos de carga cresceu e a infraestrutura continua a mesma.  Muitas centrais de abastecimento, em outros países, enfrentam o mesmo problema e algumas criaram docas especiais para veículos grandes como carretas.  

O objetivo da ‘Plataforma de Descarga Paletizada’ é proporcionar aos atacadistas pequenos, médio e grandes, localizados nos pavilhões MFEB e MFEC, e aos seus fornecedores, com carga paletizada, um sistema ágil de entrada, descarga e saída do Entreposto Terminal de São Paulo da Ceagesp e a movimentação segura do produto até à empresa atacadista. 

Os pavilhões MFEB e MFEC possuem perfis muito diferentes.  O MFEB tem 11.694 m2, 168 empresas atacadistas, e em 2014 recebeu 535 mil toneladas.  Não existe registro de entrada de nenhum produto para 12% dos comerciantes do MFEB, que ocupam 6% da área. A soma dos comerciantes que recebem até 500 toneladas por ano, menos que 1 caminhão de 10 toneladas por semana, mostra que 27% dos comerciantes do MFEB, que ocupam 20 % da área não recebem ou recebem muito pouco produto direto da lavoura. O MFEC tem 2.814 m2, 114 atacadistas, e em 2014 recebeu 98 mil toneladas em 2014. Não existe registro de entrada de nenhum produto para 28% dos comerciantes, que ocupam 20% da área.  A soma dos comerciantes que recebem até 500 toneladas por ano, menos que 1 caminhão de 10 toneladas por semana, mostra que 77% dos comerciantes do MFEC, que ocupam 54 % da área não recebem ou recebem muito pouco produto direto da lavoura. 

A implantação da ‘Plataforma de Descarga Paletizada’ é o primeiro passo para a modernização logística do Entreposto Terminal de São Paulo, uma solução comunitária e de adesão voluntária, que permite também aos atacadistas menores maior competitividade e o acesso à descarga paletizada para os pavilhões MFEB e MFEC. 

Muitos estudos foram feitos para fundamentar a proposta final. A divulgação do projeto foi feita através de apresentações aos representantes dos atacadistas e carregadores e da publicação de artigos no Jornal do Entreposto, com solicitação e críticas e sugestões. Uma cópia da apresentação foi cedida ao Sincaesp e à Apesp.

Aqui estão os estudos realizados, em ordem de data:

1º. Entrevista dos atacadistas do MFEB em julho de 2013

2º. Levantamento de carretas na Portaria, entre 31 de março e 4 de abril de 2014 (5 dias)

3º. Entrevista de 20 permissionários do pavilhão MFE-B, que utilizam paletização – entre 27 de maio e 03 de junho de 2014

4º. Levantamento de carretas paletizadas na portaria da Ceagesp, entre 3 a 12 de fevereiro de 2015 (10 dias)

5º. Monitoramento por imagem da ocupação atual do espaço que será ocupado pela doca (1 e 2 de março de 2015)

6º. Entrevista de 300 atacadistas (1º semestre de 2015)

7º Resumo do projeto e apresentação aos representantes dos atacadistas e carregadores (junho de 2015).

8º. Recadastramento das empilhadeiras (junho de 2015) 

9º. Levantamento na portaria, da entrada por hora, do número e tipo de veículos (setembro de 2015).  

A maioria dos atacadistas entrevistados já possuem empilhadeiras e mesmo assim demonstraram interesse por uma doca de descarga paletizada, com entrada e saída exclusivas, agendamento de descarga, pátio de espera e um corredor de empilhadeira para utilização pelo MFE-B e MFE-C. O próximo passo será entrevistar os atacadistas que ainda não conseguiram adquirir as suas empilhadeiras. 

O Estacionamento 2 – E2 é o local ideal para a instalação de uma plataforma. É uma área que tem uma parte expressiva utilizada para o comércio, armazenamento e reparo de caixas de madeira (cerca de 8 metros de largura ao longo da divisa com a rua Xavier Kraus). A perda de espaço de estacionamento será pequena e amplamente compensada pelas vagas extras criadas no mercado, pela retirada de carretas e outros veículos pesados de carga. A plataforma ocupará 60% da área do Estacionamento 2 – E2. A área restante será reformada para melhoria da ocupação do estacionamento E2 pelos compradores. Hoje o E2 tem 71 vagas de estacionamento. A implantação da plataforma diminuirá o número de vagas, disponíveis para os caminhões de compradores no E2, de 71 vagas fixas para 37, mas poderá tirar do mercado 216 veículos de carga, se considerarmos o tempo máximo de duas horas de descarga. A diminuição do número de carretas e caminhões grandes terá grande efeito positivo no fluxo de veículos no mercado. Haverá mais espaço para a descarga não paletizada e para os compradores. A Rua 3 permite a implantação de um corredor de empilhadeira e o trânsito e estacionamento de caminhões. O corredor melhorará muito a agilidade e a segurança do trânsito das empilhadeiras.

As regras de funcionamento da ‘Plataforma de Descarga Paletizada’ são:

1ª A adesão voluntária ao sistema através de cadastramento

2ª O agendamento prévio do horário de descarga

3ª A entrada e saída exclusivas pelo portão 16.

O serviço de descarga e entrega do produto compreende a descarga do veículo numa doca alta e coberta, o armazenamento temporário em prateleiras, a movimentação do produto até a entrada do pavilhão, indicada pelo atacadista. A implantação da plataforma será progressiva, melhorando e organizando a área restante do estacionamento E2 e só fechando a área da plataforma, quando pronta para entrar em funcionamento. 

A movimentação desordenada e o número crescente de empilhadeiras no mercado já causaram alguns acidentes, sendo que um deles resultou em morte e processos por parte da Coordenadoria da Vigilância Sanitária Municipal da Cidade de São Paulo e do Ministério Público, que responsabilizam a Ceagesp e as empresas aqui estabelecidas.  

A paletização é um processo necessário e irreversível. Precisamos enfrentar a situação atual com soluções concretas. Precisamos passar da problemática para a solucionática. A ‘Plataforma de Descarga Logística I’ é a primeira de uma série de soluções concretas que precisam ser tomadas.

 

Gostaríamos de conhecer outras propostas para enfrentar o desafio da paletização.

 

Centro de Qualidade, Pesquisa & Desenvolvimento da Ceagesp 

cqh@ceagesp.gov.br 36433825/ 36433827/ 36433890

 

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