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Trovão Pescados se divide para melhorar atendimento

Data16 setembro 2015

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Quando começou a comercializar pescados no entreposto paulistano, José Pereira de Souza, o Trovão, dependia da boa vontade e confiança dos fornecedores, que lhe mandavam peixes e frutos do mar mesmo sabendo que teriam que esperar para receber. Quinze anos depois, a Trovão Pescados virou referência na Ceagesp e fora dela, e a expansão trouxe mudanças na estrutura da companhia.

“Aos poucos, fomos nos envolvendo em diversas áreas e hoje estamos muito bem posicionados no mercado”, conta Trovão. Atualmente, a empresa atua em todos os setores da cadeia de piscicultura: distribuição, beneficiamento, transporte, importação e mais recentemente, começou a fazer pesca industrial com frota de barcos própria. “Percorremos todo o litoral brasileiro, respeitando os defesos e buscando pescados de qualidade”, frisa o empresário.

Para melhor se organizar e aumentar as vendas, a Trovão decidiu ramificar a empresa. Desta setorização nasceram mais três empresas. Uma especialmente para atender restaurantes, outra para lidar com a rede supermercadista e uma terceira que atua como importadora.

De acordo com Trovão, a facilidade de importação, atrapalha o setor pesqueiro brasileiro que busca alternativas para continuar no mercado. “Se depender apenas do público que vem comprar na Ceagesp, as empresas não sobrevivem”, analisa. Ramificar a Trovão Pescado foi o caminho escolhido para aumentar a freguesia.

“Percebemos que o produto comprado pelo supermercado é totalmente diferente daquele solicitado pelos restaurantes. Esta foi nossa primeira ramificação”, explica Trovão. Segundo ele, os restaurantes necessitam de produtos limpos e que já venham com alguns cortes definidos, enquanto os supermercadistas preferem comprar as peças de pescado inteiras e beneficiar os produtos em suas próprias instalações.

Além disso, os pescados comprados por cada cliente também são diferentes. “Curvina, pescada, sardinha e anchova são os preferidos dos supermercados. Já os restaurantes optam por peixes mais nobres e caros como salmão, atum e tainha”, exemplifica o permissionário.

Salmão do Chile

Como a pesca no Brasil diminuiu muito nos últimos anos, a Trovão Pescados começou a importar peixes e frutos do mar do Uruguai. Do país vizinho, a empresa traz curvina e peixes de água doce como curimba, piau e dourado. “Até alguns anos atrás, o Brasil supria bem a demanda nacional, mas ultimamente foi inevitável começar a importar”, explica Trovão.

A novidade é que a distribuidora vai começar a importar salmão do Chile, que é o carro-chefe do país e o peixe preferido dos restaurantes brasileiros. “Todo restaurante busca salmão fresco, por isso, tivemos que procurar o Chile, que é referência neste tipo de pescado”, complementa o empresário.

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