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Missão à Ásia acelera discussões em relação a suco de laranja

Data22 maio 2019

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A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) participou entre os dias 08 e 17 de maio, da missão brasileira organizada pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), e que poderá abrir mais espaço para o suco de laranja nacional no mercado chinês.

Em paralelo às negociações do governo brasileiro, o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, esteve reunido com entidades locais que mostraram intenção de apoio aos pleitos brasileiros, o que pode acelerar os entendimentos.

“O governo tem feito a parte dele, que é levar o assunto para discussão com o governo chinês e nós temos feito a nossa construindo alianças locais”, explica Netto.

“Estivemos reunidos com a Associação Chinesa de Bebidas, que representa mais de 80% de toda a indústria local e com Câmara Chinesa de Comércio de Importação e Exportação de Alimentos e estabelecemos uma agenda que, ao que tudo indica, será muito importante para sensibilizar Pequim”, diz.

O tema em questão é a chamada “tarifa de temperatura”, um gatilho que é disparado caso o suco chegue à aduana chinesa numa temperatura mais quente dos 18 graus Celsius negativos. “A tarifa de importação literalmente dispara de 7,5% para 30%, o que é muito ruim”, explica o diretor.

Segundo ele, isso inviabiliza investimentos em terminais locais para receber o produto a granel, que é entregue entre 8 graus Célsius negativo e 10 graus Célsius negativos no caso do Suco Concentrado (FCOJ) e zero graus e 2 graus positivos para o suco em sua diluição natural (NFC). Atualmente, as vendas são realizadas por navios containers, com o suco embarcado em tambores.

“É importante que as empresas tenham a opção de exportar a granel e essa mensagem foi levada ao governo chinês por nós e pelo governo brasileiro, o que envolve a possibilidade de investimentos”. Os chineses têm demonstrado especial interesse pelo suco não concentrado (NFC). “Esse foi o principal assunto em todos as nossas conversas com as entidades locais, temos muita lição de casa para fazer para os próximos meses, mas estamos animados”, afirma.

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