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Agronegócio contribui com vendas de caminhões no País

Data25 abril 2019

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O PIB – Produto Interno Bruto do Brasil teve um crescimento de apenas 1,1%, em 2018. Sendo que é o segundo ano consecutivo que o país fecha em alta. Os dados foram divulgados, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O agronegócio que foi o destaque e o grande responsável pelo PIB ter fechado, em 2017, em alta, neste último balanço se manteve estável, com um aumento de 0,1%, em relação ao ano anterior.

A questão é que o agro, também, é um dos grandes responsáveis pelas vendas de caminhões no País. Só para se ter uma ideia, por exemplo, a cooperativa paranaense Coamo, uma das maiores do País, confirmou a compra de 500 unidades, somente, no ano passado. O investimento, segundo a assessoria de imprensa, já estava previsto no plano de renovação da frota atual, mas o planejamento é que, se for necessário, os veículos antigos continuem a ser utilizados.

“A tendência entre as cooperativas, se mantido esse tabelamento, é a aquisição de frotas próprias. O único impedimento até agora tem sido a capacidade de produção das montadoras, que para 2019 já chegou ao limite”, comentou Nelson Costa, superintendente da Ocepar, cooperativa que responde por cerca de 60% da produção agrícola do Paraná.

Segundo os dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, as vendas, em geral, de caminhões, em 2018 registraram 76 mil unidades, uma expansão de 46,3% diante das 52 mil unidades vendidas do ano anterior. A produção encerrou o ano, com alta de 27,1%. Sendo que foram produzidas 105,5 mil unidades, nesse período e 83 mil em 2017.

“O resultado da indústria automobilística brasileira no ano passado mostrou que 2018 consolidou a retomada iniciada em 2017. O mercado interno teve forte reação, o que mostra que parte da demanda reprimida foi bem atendida. O crescimento das vendas de caminhões e máquinas agrícolas indica a recuperação da economia brasileira”, afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea.

As vendas de caminhões, este ano, têm mostrado uma retomada importante da economia brasileira e do setor automotivo. Nos três primeiros meses de 2019, as negociações cresceram 47,7%: foram 21,5 mil unidades este ano e 14,5 mil em 2018.

No último mês, 7,6 mil caminhões foram registrados, alta de 10,5% no comparativo com os 6,9 mil de fevereiro e de 28,1% contra os 5,9 mil de março do ano passado.
Sérgio Zonta, vice-presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), ressalta que a busca por caminhões por parte dos empresários rurais repercutiu nos resultados de 2018.

No entanto, Zonta frisa que há muito espaço para crescer, uma vez que a quantidade de caminhões comercializada está muito próxima dos números de 2010.
“Se o País cresce, as vendas crescem; se a economia está em crise, o setor é o primeiro a sentir, e isso gera um efeito cascata nos fornecedores de peças”, disse o presidente da Fenabrave.

Já para Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, o setor rural tem um destaque importante, já que a logística dos produtos, ainda mais do hortifrúti é realizada pelas estradas que cortam o Brasil de Norte a Sul.

“O agronegócio é um dos segmentos mais promissores para o mercado de caminhões. O campo está em pleno desenvolvimento e demanda investimentos em tecnologia, incluindo distribuição, o que impulsiona os extrapesados”, esclarece Roberto Cortes.

Pensamento também compartilhado pelo Roberto Barral, diretor da Scania no Brasil. Isso se deve, porque, grande parte das vendas de caminhões da Companhia sueca é destinada fortemente ao agro.

“O agronegócio é um setores de maior importância nas vendas de caminhões. Para a Scania, sempre foi e sempre será. O cliente do agronegócio busca um caminhão rentável e econômico para o ajudar a manter suas margens de lucratividade”, comentou Roberto Barral.

Outra medida que contribui com as vendas é o programa do governo Federal. O Programa Mais Alimentos é uma linha de crédito voltada exclusivamente para a agricultura familiar. Os produtores rurais participantes têm acesso a juros e prazos de pagamento diferenciados, carência e financiamentos individuais ou coletivos.

“Essa é uma iniciativa muito importante para esse segmento da economia, já que incentiva a agricultura familiar, que envolve cerca de 12 milhões de pessoas e permite que pequenos produtores invistam no aperfeiçoamento de suas produções”, explica Ricardo Barion – diretor de Vendas e Marketing da IVECO para a América do Sul.

“Analisando o mercado de caminhões, acima de 16 toneladas de PBT, temos dados que mostram que o setor agrícola representa cerca de 30% da demanda de caminhões, sendo que nos pesados esse percentual chega até 40%, números que nos indicam o tamanho do potencial desse setor em movimentar nosso mercado. Pensando nisso, montadoras de veículos comerciais têm investido para ampliar a gama de produtos para esse segmento”, ressalta Barion.

Com a queda na inadimplência, os bancos de mercado e de montadoras têm tornado o acesso ao crédito mais fácil e barato, com taxas mais atraentes que as da linha de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do BNDES, que impulsionou as vendas até 2014 com taxas subsidiadas pelo governo.

Hoje, é possível comprar um caminhão no Crédito Direto ao Consumidor (CDC) com taxa de 0,99% ao mês, enquanto a taxa do Finame gira em torno de 1,14% ao mês.
O Banco Mercedes-Benz, por exemplo, prevê mais um ano de crescimento dos negócios após um resultado muito positivo obtido em 2018.

A instituição, braço financeiro da marca Mercedes-Benz no Brasil, espera atingir R$ 4,4 bilhões em novos negócios em 2019, aumento de 15% sobre os R$ 3,8 bilhões do ano passado. “É um valor quase próximo aos R$ 4,8 bilhões feitos em 2014, que foi o nosso melhor ano em termos de negócio aqui no Brasil”, lembra o diretor comercial, Diego Marin.

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