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Qual é o ponto certo de maturação do Abacate HASS?

Data22 abril 2019

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A colheita e remessa para comercialização de frutos imaturos é um imenso desafio. O fruto não tem sabor ou nem chega a amolecer. Produtores que tentam colher o fruto no ponto certo, construir a sua marca, são muito prejudicados.

O consumidor, que não sabe distinguir o fruto colhido no ponto certo e provavelmente nunca comeu um fruto de boa qualidade, paga caro e se decepciona e pode não voltar a experimentar. A demanda pelo produto cai.

O abacate Hass é um bom exemplo. A produção e o consumo interno estão crescendo. O Brasil importa e já exporta o produto. Os outros países produtores de abacate Hass que enfrentaram o mesmo problema estabeleceram um padrão de maturação, utilizando a medida de matéria seca da polpa.

A matéria seca é mais fácil de medir e tem alta correlação com o teor de óleo. Os estudos feitos mostraram que o teor de matéria seca deve ser superior a 23%, o que permite um bom desenvolvimento e aceitação para o consumo. Muitos países determinam a época de colheita para cada variedade e região, como forma de inibir a colheita do fruto imaturo.

O abacate ‘Hass’ é originário da Califórnia, nos Estados Unidos da América. É uma fruta muito nutritiva, rica em gordura monoinsaturada e vitaminas A, D, E, K. Há estudos que comprovam que o consumo da fruta auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue.

No Brasil ele é conhecido como avocado (abacate em inglês). O seu tamanho é menor que as outras variedades produzidas no Brasil, o seu teor de óleo é maior e a sua conservação pós-colheita muito mais fácil. O seu comércio internacional é grande.  Foram comercializados, em 2018, 736 toneladas do abacate ‘Hass’ no ETSP da CEAGESP.

A sua polpa é mais consistente que a dos outros abacates e a sua casca, quando madura, fica escura. A época, considerada a melhor para a sua colheita, vai de maio a agosto, quando os preços caem com a alta oferta.

Os preços mais altos, fora desta época, levam os produtores à colheita precoce e os consumidores a um produto de baixa qualidade, muitas vezes impossível de consumir.  Temos oferta de abacate Hass a partir de dezembro.

O Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP, está colaborando com a ABPA (Associação Brasileira de Produtores de Abacate), que está preocupada da possibilidade de rejeição pelo consumidor brasileiro do abacate Hass – sabor ruim e não amadurece, apesar das suas excelentes características organolépticas, muito apreciadas no mundo todo.

O estudo continua e os resultados até agora mostram que: a média da matéria seca das amostras coletadas em todo o período de 25 de fevereiro a 13 de março de 2019, foi inferior ao recomendado de 23%.

A partir da coleta de 13 de março o teor médio de matéria seca cresceu. Na coleta de 3 de abril a média de matéria seca atingiu 22,3%, sendo que 3 dos 9 produtores avaliados nessa data colheram seus frutos com teor de matéria seca igual ou acima de 23% e nenhum dos produtores teve frutos com a matéria seca abaixo de 20%.

O produtor envia no mesmo lote produtos de diferentes teores de matéria seca, o que mostra a sua dificuldade em acertar o ponto de colheita.

Alguns produtores, mesmo em fevereiro, conseguiram chegar próximo à medida adequada de matéria seca, mas o valor médio só alcançou a 23% na coleta da 15ª semana, de 14 de abril de 2019.

O primeiro passo está sendo levantar, a cada semana, a qualidade do abacate Hass comercializado no ETSP ao longo do tempo. O estudo começou em 25/02/19. AS medidas de matéria seca foram feitas de acordo com as normas laboratoriais.   

O segundo passo será repetir o levantamento de qualidade a partir de dezembro de 2019 associada à análise sensorial.

O gráfico abaixo mostra a evolução da matéria seca da 9ª a 15ª semana, de 25/02/19 a 10/04/19.

 

 

 

 

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