Notícias

Notícias

Ministra defende “mais previsibilidade” para os aumentos de preços de combustíveis

Data17 abril 2019

COMPARTILHE

  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Em entrevista coletiva realizada, no dia 16 de abril, em Sinop, em Mato Grosso, a ministra Tereza Cristina defendeu a maior previsibilidade para os aumentos de preços de combustíveis, especialmente os do óleo diesel.

Ela fez a ressalva de que a Petrobras é uma empresa independente e sobe (ou diminui) os preços de acordo com o mercado internacional, mas afirmou: “Que isso é ruim para o produtor é”.

Para a ministra, o melhor seria que o país estivesse com a casa arrumada e que a Petrobras pudesse dar mais previsibilidade aos aumentos de preços, e também à diminuição deles, mas lembrou que o mundo hoje é globalizado e que todos têm de entender isso.

“Agora o produtor rural anda penalizado com os aumentos de custos na produção, tem sobrado pouco (dinheiro). Está na hora da reflexão. A gente tem de sentar e encontrar um caminho. A vida tem altos e baixos e hoje nós estamos em um momento de transição na agropecuária brasileira”, afirmou Tereza Cristina.

A ministra foi a Sinop participar do painel “O futuro do agronegócio”, durante a Feira NorteShow 2019, que tem mais de 800 marcas expostas e mais de 600 expositores. Ela estava acompanhada do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), do ex-deputado Nilson Leitão e do secretário adjunto de Política Agrícola, José Angelo Mazzillo Júnior.

Na entrevista, Tereza Cristina voltou a dizer que o tabelamento do frete “não ajuda ninguém” e defendeu uma solução para o problema através de dois caminhos: ou a nova tabela que está sendo preparada por especialistas da USP ou uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade do tabelamento determinado pelo governo Michel Temer após a greve dos caminhoneiros do ano passado, que paralisou o país.

A ministra também defendeu que o Plano Safra passe a ser plurianual, ou seja, seja feito de cinco em cinco anos e não anualmente, como é hoje. “Todo ano é esse sofrimento, taxa de juros, crédito… Estamos trabalhando com o Ministério da Economia e o Banco Central, fazendo uma grande conversa para que no futuro a gente possa ter coisas melhores”, afirmou. Segundo ela, para o Plano Safra 2019/2020 “as coisas não vão mudar muito” em relação à safra atual, quando o crédito chegou a R$ 210 bilhões, sendo R$ 30 bilhões para o Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). “Pode não melhorar como nós queríamos, mas piorar não vai”, disse a ministra.

VEJA TAMBÉM...

Publicidade