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O comércio de pescados entre Brasil e Argentina

Data26 março 2019

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A relação bilateral entre as duas maiores economias da América do Sul, Brasil e Argentina, é ampla, bem consolidada e estratégica para o fortalecimento da região, sendo a Argentina um dos principais parceiros político-econômicos do Brasil.

Os dois países juntos representam mais da metade da população, do PIB e do território da América do Sul. No que tange ao comércio de pescados, em termos de volume, a Argentina é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com 30.035 toneladas exportadas em 2018, ficando atrás somente do Chile (88.778 tons), de Marrocos (70.202 tons) e da China (39.028 tons).

De acordo com o Comex Stat – base de dados do Ministério da Economia –, no ano de 2018, as importações brasileiras totais de pescado somaram aproximadamente 339.438 toneladas.

O principal produto importado da Argentina é o filé de merluza. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da República da Argentina (INDEC), o Brasil é o maior comprador de filé de merluza, sendo o destino de cerca de 38% do volume total exportado pela Argentina em 2018.

Outros produtos comercializados são: corvina, traíra, cavalinha, abadejo e lula. A queda no preço médio em 2016 foi decorrente ao fim, decretado pelo Governo Macri, da política de câmbio fixo, adotada pelos governos anteriores.

Como consequência, o peso argentino sofreu uma grande desvalorização frente ao dólar, o que levou à redução dos preços das exportações. Na sequência, o aumento do preço médio em 2018 e a queda do volume verificada no mesmo ano podem ser explicados por três fatores principais:

1- Foco nas indústrias de camarão, com cada vez mais barcos direcionados para esse produto. Isso gerou uma redução da pesca de merluza e demais pescados, pois muitos barcos passaram a pescar exclusivamente camarão;
2- O descontrole da inflação argentina aumentou os custos de produção; e
3- A crise fiscal do governo levou ao corte dos benefícios fiscais de exportação (chamados reintegros).

É importante salientar que 2018 também foi um ano de desvalorização expressiva do peso e isso contribuiu para frear a subida dos preços derivada dos fatos acima mencionados.
Por fim, vale ressaltar que a importação de camarão da Argentina está suspensa por uma barreira judicial vigente desde 2013. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento liberou a importação do produto, todavia houve a judicialização do assunto e o mercado segue fechado devido a uma liminar que proíbe a importação.

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