Notícias

Notícias

Caminhoneiro, o peso de transportar a saudade

Data26 outubro 2018

COMPARTILHE

  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin
  • Imprimir
  • Enviar por e-mail

Ser caminhoneiro é uma carreira exaustiva e só quem atua nesta área sabe das dificuldades enfrentadas no dia a dia. Dirigir por horas, em estradas em péssimas condições, e o mais difícil: ficar semanas longe da família.

“É muito difícil, agora com esta crise, pois o salário é insuficiente, a diária que eles pagam é muito pouco. Pior de tudo é que o meu esposo fica longe da gente e agora, ele aceita cada vez mais trabalho para compensar e isso faz com que ele passe mais tempo nas rodovias”, desabafa Roberta Kelly, esposa de caminhoneiro.

Por dia, são mais de 15 mil caminhões que realizam a entrega e o abastecimento da maior Companhia de Abastecimento da América Latina, a Ceagesp. As mais de 3 mil empresas, localizadas no Entreposto paulista, utilizam-se de frotas próprias ou terceirizadas para atender as principais redes de mercado no Brasil inteiro.

A maioria, veículos adaptados para atender especificamente cada mercadoria, por exemplo, os que são frigorificados. “A fruta chega em perfeito estado, pois, como é uma viagem curta, a fruta não é danificada. A temperatura vem algo em torno de 8 a 10ºC dentro do caminhão, explica o gerente de vendas Eduardo Raimundo da empresa FrutaMina.

Os caminhoneiros que atuam transportando produtos da Ceagesp, são de diferentes partes do País. Para conseguir realizar essas viagens, muitos vêm até com a família dentro da boleia do caminhão. “Somos de São Joaquim, município que fica em Santa Catarina e estamos aqui, porque, trouxemos mercadorias de lá, principalmente, maçã. Minha esposa, além de companheira de vida é minha companheira de estrada”, disse o caminhoneiro Luíz Mendonça.

VEJA TAMBÉM...

Publicidade