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Pragas e doenças que prejudicam o cultivo de abóboras, é possível combatê-las?

Data17 outubro 2018

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Toda a cultura de hortaliças e frutas tem normalmente pragas e doenças que podem comprometer seu cultivo, assim, a abóbora não poderia ser diferente! O agricultor deve ficar alerta para não colocar em risco a produção dos frutos e ter como consequência disso uma quebra, levando a prejuízos significativos que muitas vezes acabam comprometendo toda uma safra.

Segundo a EMBRAPA destacam-se como principais doenças aquelas ocasionadas por fungos e vírus, e ainda podem ser provocadas por nematoides e bactérias, podendo ocasionar:

Podridão dos frutos: A superfície dos frutos torna-se branca, e pode ocorrer quando há um excesso de chuvas, com alta temperatura e umidade, clima bem característico do verão.
A doença conhecida como Oídio é comum aparecer em condições de baixa umidade do ar, pouca insolação, alta temperatura e em final de ciclo da cultura. É observado nas folhas, pecíolos e hastes jovens manchas de cor amarelo-palha, que crescem posteriormente e tornam-se necróticas.

Outra doença conhecida como Mildio tem como agente causal o fungo Pseudoperonospora cubensis em diversas espécies de cucurbitáceas, e frequentemente é responsável por grandes perdas econômicas. As folhas da aboboreira apresentam na sua superfície manchas de cor verde mais claras, delimitadas pelas nervuras. Com a evolução da doença apresentam-se amarronzadas/acastanhadas. A morte das folhas expõe os frutos à ação dos raios solares, queimando-os, prejudicando assim seu valor comercial. Favorecida pela alta umidade, o seu controle deve ser preventivo devido a sua rápida disseminação. O manejo da cultura como, por exemplo, evitar o plantio em locais com alta umidade e excesso de irrigação, propiciar melhor ventilação da cultura podem ajudar no controle. Sua incidência é mais importante nas regiões Sul e Sudeste.

Tombamento: Acomete principalmente na fase inicial da cultura, ocasionada principalmente por fungos, ocorre o escurecimento e amolecimento da base da planta, o resultado é que o caule não consegue dar suporte ao peso da planta resultando em seu tombamento.

Viroses: No Brasil as viroses estão entre os principais problemas fitossanitários que afetam o cultivo da abóbora. Mais de trinta vírus já foram relatados no país infectando as cucurbitáceas. A severidade varia levando-se em consideração o patógeno, o vetor hospedeiro, condições climáticas e meio ambiente. Os vírus são transmitidos planta a planta e tem como veículo insetos sugadores como a Mosca-branca, Pulgão verde e Trips. O inseto sugador pica uma planta infectada, se contamina e ao se alimentar transmite a doença às demais. Em geral as plantas infectadas primeiramente apresentam variações de cores entre verde e amarelo nas nervuras foliares, sintoma conhecido como mosaico e ficam deformadas. Há então uma redução no desenvolvimento da planta que produz frutos pequenos e deformados.

Nematoides: Estima-se que esses parasitas consumam aproximadamente 10% da produção agrícola global. Os parasitas atacam as raízes formando verdadeiras capas prejudicando a absorção de nutrientes e água. O resultado é uma redução do seu desenvolvimento, a planta apresenta-se murcha e tem menor produção.

Segundo o Professor Dr. Ailton R. Monteiro (ESALQ-USP), no plantio, os fundamentos do manejo integrado têm sido tradicionalmente baseados na seleção de cultivares resistentes, aplicação de nematicidas registrados e no período de entressafra a rotação de culturas. Assim, como medida geral, válidas para qualquer cultura, para evitar o aparecimento de pragas e doenças, recomenda-se:

  • Inspecionar a lavoura com frequência para identificar possíveis focos de doença, e tomar as providências cabíveis que podem incluir, a depender do caso, a eliminação de plantas infectadas, em especial no início do ciclo de plantio, evitando-se a transmissão para plantas sadias.
  • Seleção de sementes e produção de mudas em viveiros protegidos (fase em que as plantas são mais susceptíveis), e distantes de culturas contaminadas ou que estejam em final de seus ciclos.
  • Seleção da área a ser cultivada, privilegiando aquelas com boa insolação, arejadas e com drenagem adequada. Excesso de água na irrigação pode favorecer o surgimento de doenças.
  • Realizar uma adubação balanceada, baseada em estudo da análise do solo, prescrita por profissional habilitado.
  • Pulverizar, de forma preventiva as culturas, estudando-se as pragas/doenças passíveis de ocorrerem mediante as condições climáticas e ambientais da região. Utilizar para esse fim, fitossanitários liberados pelo
  • MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), liberados para a cultura de cucurbitáceas.
  • É importante enfatizar que a utilização de inseticidas na fase de floração pode prejudicar a polinização por insetos, especialmente aquela feita por abelhas, o produtor pode, após análise do caso, pesando-se os pros e os contras, lançar mão da polinização manual ou ainda optar por fitohormônios.
  • Evitar contaminação cruzada por equipamentos agrícolas contaminados por culturas doentes.
  • Controlar a incidência de insetos que são vetores de viroses.
  • Providenciar a retirada dos restos de culturas anteriores, e preferencialmente realizar rotação de culturas para conservação do solo.
  • Manter o caderno de campo atualizado, independentemente do tamanho da propriedade, permitindo acesso rápido às informações que possibilitam uma melhor gestão da produção.

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