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Greenpeace realiza pesquisa nos alimentos da CEAGESP

Data20 novembro 2017

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O Greenpeace realizou uma pesquisa inédita na qual comprova que 36% dos alimentos vendidos em São Paulo contêm resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido. O levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de setembro, deste ano. Para poder fazer o estudo, foram comprados alimentos das Centrais de abastecimento de São Paulo e de Brasília.

Alguns itens como mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja, as bananas: nanica e prata foram alguns dos alimentos utilizados. O resultado mostrou dados preocupantes, sendo que foram encontrados resíduos ilegais que incluem agrotóxicos não permitidos para determinadas culturas.

Mais de 110 quilos de produtos separados em 50 amostras diferentes. 60% estavam com a quantidade de defensivo agrícola permitida. Entretanto, 18 amostras tinham a quantidade acima ou não permitida para aquela cultura.

De acordo com a Engenheira Agrônoma Marina Lacorte, integrante da campanha de agricultura e alimentação do Greenpeace, os dados encontrados já eram aguardados por conta de outros estudos já publicados. Ela diz que os dados são similares aos que Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem encontrando. “Mais da metade do que a gente come tem resíduo”, pontua.

A Engenheira Agrônoma, Anita de Souza Dias Gutierrez do Centro de Pesquisa, Qualidade e Desenvolvimento da CEAGESP ressalta sobre a quantidade utilizada para os testes. “A maioria das notícias sobre resíduos de agrotóxicos  são baseadas em poucas amostras, de uma ou poucas origens desconhecidas, criminalizando todos os agricultores e todos os produtos.”

Anita Gutierrez ainda menciona sobre a certificação utilizada de defensivos agrícolas pelos produtores no campo. “A existência de resíduos de agrotóxicos ‘proibidos’ (não permitidos para a cultura) não significa perigo para o consumidor. O agricultor, na ausência de agrotóxico registrado para a sua lavoura, utiliza o agrotóxico registrado para culturas com características, pragas e doenças comuns”, disse.

Além da importância de orientar ao consumidor o real risco.  “O LMR – Limite Máximo de Resíduo utilizado como parâmetro nas análises de resíduo não deve ser utilizado como a única medida de risco para o consumidor. Precisamos considerar a quantidade real de resíduo (perigo) e a quantidade consumida do alimento com resíduo (risco). Existe uma grande diferença entre o perigo potencial de uma substância e o seu perigo real”, conclui.

O Jornal Entreposto realizou uma matéria especial sobre a importância da utilização de defensivos agrícolas, na edição de março deste ano – CENTRAIS DE ABASTECIMENTO TÊM DIFICULDADES EM ACEITAR PRODUTOS ORGÂNICOS.

 

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