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Produtores estão preocupados com importação de camarão do Equador

Data6 junho 2017

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Para agravar a situação, no cenário geral da carcinicultura, os produtores estão descontentes com a intenção do Governo Federal em permitir a importação de camarão vindo do Equador. A ABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão) protocolou no Ministério da Agricultura, um documento solicitando que o ministro Blairo Maggi recue na decisão.

“Se houver importação de fato – nenhum carregamento do crustáceo ainda aportou no país devido a procedimentos burocráticos, toda a cadeia produtiva nacional estará em risco, uma vez que no Equador há registro de 13 diferentes tipos de doenças que afetam o camarão, das quais apenas três são detectadas no Brasil” comenta o presidente da ABCC, Itamar Rocha.

A assessoria de imprensa do MAPA enviou uma nota esclarecedora para o Jornal Entreposto. Para o Ministério, foi realizada uma avaliação de risco sanitário sobre a vinda dos camarões do Equador. Segundo eles, o que se deve esclarecer é que o estabelecimento de requisitos zoossanitários para a importação de animais aquáticos e seus produtos sempre é precedido de avaliação de risco por meio de parecer técnico.

Esta avaliação de risco pode ser capaz de estabelecer os requisitos zoossanitários ou pode concluir que será necessário se realizar um estudo mais aprofundado chamado de Análise de Risco de Importação.  No caso, aqueles que são destinados para consumo humano, a avaliação de risco realizada por meio de parecer técnico foi capaz de estabelecer os requisitos zoossanitários e concluiu pela não necessidade de estabelecer estudos adicionais.

O crustáceo, que tem até o Festival Gastronômico em sua dedicação, é um dos produtos mais comercializados na Central de Abastecimento do Estado de São Paulo. Ele ocupa a terceira posição do Ranking de Produtos pelo Volume Financeiro do setor de pescado. Segundo o balanço da Companhia, de janeiro a dezembro de 2016, movimentou cerca de 34 milhões de reais, o que representa algo em torno de 12%. Sendo que no mesmo período, obteve uma comercialização de aproximadamente 2 mil toneladas.

Já no resultado do primeiro trimestre deste ano, o camarão registrou a movimentação de mais de 7 milhões de reais. Com base nos dados do departamento da SEDE – Seção de Economia e Desenvolvimento da CEAGESP, no ano passado, a média do preço ficou por volta de 23 reais o Kg, o camarão médio/cativeiro. Já em 2017, de janeiro a abril, o valor registrado foi algo em torno de R$ 35.

 

 

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