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O cerrado brasileiro e suas potencialidades agrícolas e agroindustriais

Data27 abril 2017

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O Brasil é um país de dimensões continentais, nas quais comporta diversos biomas com características muito distintas. Nesse senário aparece o cerrado brasileiro, um conjunto de ecossistemas (savanas, matas, campos e matas de galeria), que chega a abranger os estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia e o Distrito Federal, ocupando, com isso, uma área de 2.036.448 Km2, sendo considerado o segundo maior bioma da América do Sul.

Ainda podemos citar que, o cerrado brasileiro é considerado um hotspost de biodiversidade, sendo conhecido como a savana mais rica do mundo, contendo aproximadamente 11.627 espécies de plantas, já catalogadas, onde, segundo estudos de inúmeras instituições brasileiras, mais de 200 espécies nativas apresentam possibilidades de usos medicinais e ainda mais de 400 espécies nativas podem ser utilizadas na recuperação de solos degradados, o como barreiras naturais de ventos, vetores e contra na proteção de erosões.

Diante de toda esta vastidão, o cerrado apresenta-se como um grande celeiro de diversas espécies de frutíferas nativas, com potencial agrícola, as quais são de extrema importância, nutritiva e financeira, para a população que se encontra nestas localidades. Sendo assim, o cerrado passa a apresentar uma importância social muito grande para populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, entre outras.

A necessidade de subsistência e o manjo sustentado dos recursos naturais torna-se, então, um incentivo ao uso dos alimentos regionais, os quais apresentam um potencial agrícola e subsequentemente, agroindustrial, inestimável.

A importância agrícola e agroindustrial do cerrado é observada a partir do consumo e comercialização em centros urbanos, mercados e feiras locais, de uma quantidade considerável de frutíferas nativas, tais como os frutos do Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Murici (Byrsonima crassifólia (L.) Rich.) Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata Vog), Marolo (Annoma crassiflora) Graviola (Annoma muricata), bacaba (Oenocarpus bacaba ), entre outros. Tais espécies frutíferas são utilizadas pelas populações locais como excelente fonte de proteínas, carboidratos, energia (óleos vegetais) e ainda como fontes de antioxidantes naturais. 

Ao observarmos essa exuberância de possibilidades que o cerrado brasileiro nos apresenta, e ainda, sua importância, seu grande potencial agrícola e agroindustrial, passamos a perceber e nos perguntarmos, por que não cuidamos melhor de toda essa riqueza natural? Por que não aproveitamos aquilo que a natureza nos presenteia para melhorarmos nossa alimentação, e assim, melhorarmos também a nossa saúde? São inúmeras as matérias-primas que o cerrado brasileiro nos oferece, basta que queiramos desfrutar com responsabilidade de todo esse tesouro natural, guardando com muito cuidado todos esses nossos recursos alimentares.

 

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