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Metade das aplicações de agroquímicos é desperdiçada por erros de manejo

Data11 abril 2017

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Análises feitas em cinco produtos vendidos na Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul, apontaram a existência de agrotóxicos em níveis maiores que os permitidos. Algumas das substâncias encontradas sequer têm o uso permitido no Brasil. O presidente da Ceasa, Ernesto da Cruz Teixeira, diz que os trâmites legais são cumpridos, e que se alguma irregularidade é identificada, os produtores têm de passar por cursos e podem ser até suspensos.

De acordo com o Relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Morango, pimentão, pepino, alface e cenoura são alguns alimentos com maior índice de contaminação por agrotóxicos no Brasil, segundo a ANVISA. A utilização exagerada de defensivo agrícola é um problema sério enfrentado desde o campo, principalmente, ao produtor que fica exposto ao produto. Ainda, mais sendo que muitos não utilizam de EPI – Equipamento de Proteção Individual necessário para o manejo da substância.  “Mesmo lendo a bula, o rótulo e a receita agronômica, não conseguem entender o significado do que está escrito ali e dos riscos a que estão expostos, às graves consequências para a própria saúde e do meio ambiente. Na região de Ijuí, é raro ver um agricultor usando equipamento de proteção individual enquanto pulveriza a lavoura”, explica o promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Catuípe, Nilton Kasctin dos Santos.

Quase metade das aplicações de agroquímicos é desperdiçada por erros de manejo, aponta a pesquisa realizada pela EMATER. Um estudo feito pelo Instituto mostra que 46% das aplicações de defensivos agrícolas utilizados no campo são desperdiçadas por erros cometidos pelo próprio agricultor. Esse índice aponta que o produto utilizado pode ser mais eficiente se aplicado corretamente. A aplicação incorreta resulta em prejuízos aos agricultores, além de fazer com que o tratamento não seja eficiente. O problema resulta em novas aplicações de defensivos agrícolas.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), iniciará projeto de pesquisa para monitorar os impactos ambientais da aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas. O trabalho recebeu financiamento de R$ 2,2 milhões do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania. A expectativa é que os estudos tenham duração de três anos. “O uso de agrotóxicos leva ao aparecimento de resíduos em amostras ambientais. Diante deste fato e da periculosidade que apresentam à manutenção da biodiversidade, existe hoje a necessidade de se intensificarem estudos que possibilitem o monitoramento eficiente de áreas próximas à agricultura”, explica Eliane Vieira, pesquisadora do IB e coordenadora do projeto.

 

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