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Vamos nos alimentar do lixo?

Data2 abril 2017

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Caro leitor, eu peço licença para dar continuidade em um assunto que tem me incomodado muito nos últimos anos. O desperdício, ou melhor, o descaso com os nutrientes, advindos de cascas e sementes. No artigo passado (“Temos que parar de alimentar o lixo…”, publicado neste jornal, edição n°18, de Fevereiro de 2017), tentei alertar para o fato de que, tanto a agroindústria que processa frutas, hortaliças, etc, como nós consumidores, temos o habito de descartar as cascas e as sementes, as quais possuem quantidades significativas de nutrientes. 

Alimentamos o lixo diariamente e, logo em seguida, adquirimos os mesmos nutrientes, desperdiçados, nas farmácias em forma de vitaminas, fibras, antioxidantes e outros. Pergunta-se: a agroindústria tem a possibilidade de processar esses coprodutos e/ou resíduos e trazer, a nos consumidores, produtos mais acessíveis com qualidade nutricional elevada? A resposta é sim. Mas te faço outro simples questionamento: Você, consumidor, compraria um produto, na gondola do mercado, que fosse fabricado com cascas, sementes ou talos? Teria preconceito em relação a isso? 

Chegamos, então, naquilo que compete a mim e a você: CONSCIÊNCIA! Se tivermos a consciência de que estamos alimentando o lixo, ao invés de ser alimentado por ele (cascas e sementes); se quebrarmos paradigmas, incentivamos a indústria a incorporar esses resíduos/coprodutos em seus processamentos industriais. Você, eu, a classe empresarial, o país, o planeta ganha com uma simples mudança de consciência.

Desafio-te, então, a começar agora essa mudança e deixar de alimentar seu lixo. Quando for consumir algo, não descarte as cascas. Use-as! Estas podem ser secas em forno convencional, na sua casa, e transformar-se em farinhas, as quais podem ser incorporadas em outras receitas. Ouse!

 

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