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Brasil é referência mundial na produção e exportação de mamão

Data31 março 2017

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Quem nunca ouviu falar da expressão ou até mesmo mencionou: isso é moleza que nem mamão com açúcar? Pois bem, um dito popular que quer dizer que algo é muito fácil de fazer. A verdade é que a fruta, além de ser doce, como diz já diz o ditado, também é saudável e rica em nutrientes. “O mamão apresenta a frutose como principal carboidrato, que é mais saudável do que a tradicional sacarose (açúcar branco). Ele ainda possui fibras solúveis e, mesmo docinho, previne diabetes e obesidade”, afirma a nutricionista Betânia de Andrade.

E isso vem ganhando o paladar dos brasileiros. “Eu adoro o mamão, principalmente, para utilizar como vitamina. Como eu tenho uma rotina bem agitada e preciso de um café bem reforçado, procuro sempre colocar no meu cardápio, logo pela manhã”, comenta a advogada Luíza Sousa.

De acordo com os dados da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, no Brasil, são produzidos dois tipos de mamão: o papaia (havaí) e o formosa. O período de cultivo do mamoeiro pode ser plantado em qualquer época do ano. A planta exigente muita água, tanto no período de crescimento quanto no período de produção. Sem irrigação as mudas devem ser levadas para o campo no início das chuvas e plantadas em dias nublados ou chuvosos. O mamão possui uma casca muito fina, facilmente danificável, e pequenas lesões durante o manuseio são portas de entrada para microorganismos. Portanto, é necessário efetuar tratamento dos frutos após a colheita. 

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, a polpa do fruto maduro é usada na indústria de alimentos para produção de conservas, geleias, sucos e néctares, combinados ou não com outras frutas tropicais, além de purê, pelo processo asséptico ou na forma congelada. No Brasil, os principais métodos de industrialização são compotas, purê asséptico – em pequena escala – e fruta cristalizada.

Cenário Internacional

O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de mamão, com uma produção anual de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas. Possui uma área de 32 mil hectares e exporta a fruta para países da Europa e principalmente, dos Estados Unidos. Ficando atrás, apenas da Índia com uma produção de 5 milhões de toneladas. Só no primeiro mês deste ano, em janeiro, 3,5 mil toneladas foram exportadas para outros países, o que representa um volume de 30% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O país tem destaque no cenário internacional, tanto que recentemente, em fevereiro, o mamão de Linhares, município do Espírito Santo, participou de uma feira de frutas em Berlim, na Alemanha. José Roberto Macedo Fontes é o diretor técnico-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex). “É uma oportunidade que essas empresas têm para trabalhar o relacionamento comercial. As exigências europeias vão além da qualidade intrínseca do produto, ou seja, elas são levadas em consideração também a qualidade ambiental e social desses produtos. Então é uma forma de as empresas compartilharem formas de produção com outras companhias e estreitarem laços comerciais com elas, além de expor seus lançamentos próprios e ampliar seu mercado”, ressaltou Fontes.

Além da Europa, segundo a Brapex, a venda da fruta vai ganhar eficiência devido a mudanças nas regras de inspeção, o que também vai tornar o produto capixaba mais competitivo. Foram anos de negociação, que culminaram com a assinatura do novo Plano de Trabalho Operacional para o programa de Exportação de Mamão do Brasil para os Estados Unidos. Além da Brapex, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também estiveram envolvidos na atualização das normas. Dados do setor mostram que o Espírito Santo exporta em média 12 mil toneladas de mamão por ano, sendo que 25% desse total vão para os Estados Unidos. “Com as mudanças, vamos ter melhor aproveitamento operacional nas empresas e nas lavouras. Também vamos ganhar agilidade nos processo”, explica o diretor executivo da Brapex, Franco Fiorot.

Cenário Nacional

O Estado da Bahia é a maior região produtora do país, com 795 mil toneladas, acompanhada de Espírito Santo com 400 mil toneladas e Ceará com 98 mil toneladas, números obtidos em 2014, segundo o levantamento realizado pelo IBGE. Porém, no ano passado, a produção não foi nada animadora, principalmente, para os capixabas, já que a seca que atingiu o Estado e fez com que reduzisse a produção em 70%. “Olha numa condição normal, nós estaríamos colhendo em torno de 1.200 toneladas de papaia por mês. Com a redução em função da seca, nós estamos colhendo hoje em torno de 300, 320 toneladas. Praticamente um quarto da produção normal”, explica Geraldo Fereguetti .

O Estado de São Paulo já teve uma parcela muito importante no cenário da produção do mamão no país. O município de Monte Alto, região metropolitana de Ribeirão Preto, era conhecido como a capital brasileira do mamão. Tinha até o slogan: “comprem o famoso mamão de Monte Alto”. Porém, na década de 60, a fruta foi devastada por uma praga, classificada como “mosaico do mamoeiro” e isso fez com que São Paulo perdesse o posto para outros Estados. “Teve uma doença atacada por um vírus e aí o mamão foi migrado para outros Estados como Espírito Santo e Bahia”, explica Hélio Watanabe, engenheiro agrônomo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP.

De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola, hoje, as regiões de Tupã e Dracena concentram a maior parte da produção do Estado. Em 2016, por exemplo, o Estado chegou a produzir cerca de 2 milhões da fruta. Um leve resultado positivo, já que  no ano anterior, em 2015, a produção foi de 1,5 milhão. 

 

 

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