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Agricultura versus Agroindústria e Abastecimento no Brasil

Data22 março 2017

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A partir da segunda metade do século XX, o país começa então a se desenvolver com uma maior velocidade, aumentado, como já falado anteriormente, a densidade demográfica das grandes cidades, as quais foram ficando modernizadas. Um número maior de pessoas por metro quadrado nas cidades exigia uma maior e melhor produção, manufatura e distribuição de alimentos. É exatamente nesse ponto, que a produção agrícola deveria se desenvolver e aumentar em uma progressão geométrica a produção de alimentos para a população, não só aqueles bens de commodities, mas também hortifrutigranjeiros, com uma qualidade e quantidade suficientes para o abastecimento dos grandes centros urbanos.

O que vimos, na verdade, foi que o país até que teve um bom desempenho na produção de alimentos de toda a ordem, tais como, grão e hortifrutigranjeiros, entretanto, a distribuição, principalmente dos hortifrutigranjeiros, os quais possuem uma necessidade de acondicionamento e transporte adequados tronou-se deficitária, causando assim um enorme desperdício de alimentos. É sabido que diariamente, toneladas de alimentos são descartadas, por estarem com defeitos ou em processo de deterioração, em entrepostos, feiras e supermercados varejistas.

Sabemos ainda que carecemos de uma maior e melhor tecnologia de desenvolvimento e acondicionamento de alimentos, com a capacidade de suprir as necessidades de um país como o Brasil, o qual possui dimensões continentais, e o investimento em acondicionamento, transporte e armazenamento destes alimentos é de extrema importância para os estabelecimentos de recepção e distribuição de hortifrutigranjeiros, tais como o CEAGESP, CEASAS e etc. Estes estabelecimentos são responsáveis pela distribuição e venda de produtos hortícolas em grandes quantidades. Porém, se tais produtos agrícolas, não chegarem e boas condições, físicas e sanitárias, aos entrepostos, os mesmos não poderão ser aproveitados da maneira mais adequada, levando assim a um grande número de produtos perdidos.

Com tudo isso, temos então uma equação que não fecha a igualdade produção-distribuição, e onde podemos atacar tais problemas? A qualidade do produto que é vendido nos entrepostos depende exclusivamente da qualidade do produto que chega do campo. O consumidor não irá adquirir um produto de baixa qualidade. Tais problemas causam então consequências nefastas na cadeia produtiva e de distribuição, elevando assim o preço de compra e de repasse ao consumidor. Talvez um maior controle, e maior desenvolvimento de tecnologias de embalagens e acondicionamento de produtos hortícolas e hortifrutigranjeiros, possa trazer melhores resultados para nossa equação, facilitando assim a atuação dos entrepostos, bem como das agroindústrias, principalmente as de pequeno porte, o que com certeza trará maiores vantagens para o consumidor final.

O Brasil é um país que possui uma vasta produção agrícola e agroindustrial, e com tudo isso, necessita cada vez mais de uma integração maior entre o campo e a cidade, integração esta que passa pelos meios de distribuição de produtos, tais como os entrepostos das grandes cidades, os quais são os principais fornecedores para as redes de supermercados em geral. Ou seja, o elo da cadeia produtiva deve ser cada vez mais estreitado, para que perdas excessivas sejam minimizadas, minimizando assim a possibilidade de danos ao consumidor. Com estas medidas, poder-se-á, então, obter produtos de qualidade cada vez maior, beneficiando cada vez mais o maior interessado, que é o consumidor final.

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