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Produção em alta de caqui movimenta economia das Centrais de abastecimento

O Brasil produz por ano, algo em torno de 158 mil toneladas de caqui em uma área de 7,5 mil hectares, segundo o relatório da (FAO) – Food Agricultural Organization. O caqui, que é uma fruta, está presente em oito estados brasileiros, a cultura está mais desenvolvida nas regiões Sul e Sudeste. A cidade de Mogi das Cruzes produz por ano 60 mil toneladas de caqui, volume que representa 55% do que é colhido no Estado de São Paulo e 30% da produção nacional. O município de Piedade, na região de Sorocaba, é um dos maiores produtores do tipo Fuyu do Estado de São Paulo. 

Existem diversas variedades, porém, o Caqui Rama Forte, ele é bem popular no Brasil. A fruta, em modo geral, está em plena safra e começa a partir do mês de fevereiro a produção e se estende até julho. No ano passado, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), entraram no mercado 14.774 toneladas da fruta vindas principalmente das cidades paulistas de Guararema, Pilar do Sul, Taquarivaí, São Miguel Arcanjo, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Jundiaí. Sendo que na Central de Abastecimento de São Paulo, o caqui está entre as 20 frutas mais comercializadas no Entreposto.

Já na Ceasa de Minas Gerais, em fevereiro passado, o preço médio da fruta fechou em R$ 2,94/kg no atacado. O pico de preço do ano passado foi na entressafra de agosto, quando o quilo da mercadoria ficou em R$ 10/kg. Em 2016, na CeasaMinas, 86,5% da oferta total de caqui foi proveniente de Minas Gerais, seguida por São Paulo, com 12,8% de participação. Os principais municípios fornecedores para o entreposto de Contagem foram Pouso Alegre, no Sul de Minas, além de Barbacena e Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes.

O caqui, além do consumo natural, pode ser usado tanto para preparo de passa, como para a elaboração de vinagre. A produção no Brasil se destina, na sua quase totalidade, ao consumo da fruta fresca.  A fruta é muito saborosa e bastante nutritiva.  “Ele é essencial para a visão, unhas e cabelos e auxilia o desenvolvimento ósseo. Além disso, retarda o envelhecimento precoce do organismo”, explica Eneida Gomes da Cunha Ramos, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). “E o caqui é fonte ainda de licopeno, um fitoquímico com importante atuação na defesa do organismo”.