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Balanço da comercialização do mamão nas principais Ceasas

Data19 março 2017

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Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP, de acordo com o Balanço de Análises e Estatísticas da Comercialização, em 2016, o mamão é uma fruta tão importante que ela é umas das principais que movimenta a economia do Entreposto paulista.  É o terceiro produto do ranking por volume financeiro, perde apenas para a maça e a laranja, primeira e segunda posição respectivamente. De janeiro a dezembro do ano passado, por exemplo, rendeu um valor total de aproximadamente 354 milhões de reais. O que representa algo, em torno, de 4% na participação no que é comercializado no setor de frutas, na central de abastecimento de São Paulo.

Já no mês de janeiro deste, o mamão teve uma queda nos preços das principais Ceasas do Brasil. Segundo o Boletim Hortigranjeiro de 2017, foram as Centrais de São Paulo (10,82%), Minas Gerais (12,16%),Distrito Federal (8,25%,), Paraná (9,57%), Pernambuco (10,22%) e  Ceará(5,18%) que obtiveram redução do preço na fruta. 

De acordo com o relatório, a cultura do mamão ainda colhe os frutos do castigo da falta de chuvas, influenciada hoje também pela severa crise econômica severa vivenciada no país. A seca no norte de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia, somada à crise econômica, se faz sentir ainda e compromete a qualidade, comercialização, a magnitude da área plantada, os investimentos nas áreas produtoras, os custos de produção e a rentabilidade da cultura da fruta, mesmo com aumento discreto da oferta no mês de dezembro em alguns entrepostos atacadistas. O mamão, por sua vez, apesar da alta da oferta em vários mercados apresentou variação negativa na maior parte das cotações de preços. 

O volume das exportações, no agregado, está em alta. A quantidade exportada foi 35% maior em relação ao mês anterior, e 17,03% maior em relação a dezembro do ano passado. Para o mamão papaya, o quantitativo no acumulado anual enviado ao exterior até dezembro de 2016 foi de 37,9 mil toneladas, montante 4,67% inferior em relação ao mesmo período do ano passado, e o valor recebido marcou 43,09 milhões de dólares, valor 1,34% menor em relação ao período em questão. Esse volume pode aumentar no ano que vem, dependendo da produtividade e da qualidade do mamão, além da decisão dos produtores arriscarem investimentos num contexto de crise interna, incerteza climática e baixo capital de giro. É o que conclui o relatório da CONAB.

Outro dado importante, na Ceasa de Espírito, de acordo com o levantamento de Procedência do Produto, disponível para consulta no site do Entreposto, o mamão teve uma entrada de 9.951.217kg na central de abastecimento. Sedo que desse total, 1.195.607 vieram somente do Estado da Bahia.

 

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