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Cenário do setor de floricultura para 2017 ainda é instável

Data8 março 2017

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Na edição especial do Jornal Entreposto do mês de janeiro, foi abordado sobre as influências do verão na agricultura brasileira. Como o clima quente e chuvas constantes colaboram ou prejudicam a lavoura. Aproveitando o tema, o setor de floricultura, especificamente, o de rosas sofreu com a antecipação da colheita. De acordo com o boletim elaborado pelo IBRAFLOR – Instituto Brasileiro de Floricultura, o excesso de calor deste verão acelerou a produção de rosas, em Minas Gerais, e os preços despencaram. Na região mineira de Campo das Vertentes, por exemplo, produtores de rosas de Barbacena e de Alfredo Vasconcelos sofrem com a antecipação concentrada das colheitas, em até 50% em relação a anos de clima considerado normal, e amargam bruta queda dos preços.

Porém, no ano passado, apesar da economia brasileira ainda está se recuperando, o setor de flores, em geral, teve um crescimento de 6% em relação a 2015. A expectativa é bem animadora para este ano de 2017. As empresas do ramo estão investindo fortemente na produção. “Estamos nos esforçando para manter o crescimento da empresa em torno de 10% por ano, mas percebemos que o mercado tem sido muito volátil, então, é preciso inovar e oferecer criatividade aos consumidores finais. Apostamos que esta será a data da virada para o nosso segmento, e que a partir de agora, o mercado engrenará”, enfatizou engenheira agrônoma Camila Reijers da Rosas Reijers. Com duas fazendas em atividade (Itapeva, MG, e São Benedito, CE), a Rosas Reijers é considerada a maior produtora de rosas e gipsofilas do País. 

Porém, para o presidente da Associação Riograndense de Floricultura – AFLORI, ainda é um período de cautela. “Sou moderado e acredito num PIB próximo a zero em 2017 e o mercado como um todo crescerá nas novas formas de distribuição e varejo e se encolherá nas formas tradicionais de comercialização e logística. Teremos no setor, um encolhimento de aproximadamente 6%, considerando a inflação. Em relação às empresas que comercializam somente para o setor tradicional da floricultura, nos últimos dois anos, o mercado ficou estagnado, com faturamento nominal igual, porém sem a reposição da inflação.” ressalta Valdecir Ferrari.

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