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Último El Niño causa R$1,3 bilhão em seguros ao produtor rural

Data6 março 2017

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Para os agricultores, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou no dia 26 de dezembro, mais de R$ 100 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O seguro rural, voltado principalmente para enfrentar os riscos climáticos, cobre culturas de grãos e as de frutas. Porém, o volume de indenizações pagas pelas seguradoras que atuam no segmento agrícola no país aumentou 87% em 2016, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) fornecidos pela Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg). 

Os prêmios superaram a marca de R$ 1,3 bilhão em 2016, contra os R$ 700 milhões registrados em 2015. Motivo: quebras de safra decorrentes de adversidades climáticas provocadas pelo fenômeno climático El Niño. Os seguros agrícolas cobrem danos decorrentes de eventos climáticos como granizo, geada, chuva excessiva, ventos fortes, incêndios, queda de raio, seca, inundação ou não germinação por fatores externos (com exceção de pragas ou doenças). Para que o produtor rural seja indenizado, é necessária a perda da safra (total ou parcial). 

Segundo o site de meteorologia ClimaTempo, o Brasil teve as duas últimas temporadas de verão muito irregulares, com registro recente de crise hídrica no Sudeste e Centro-Oeste e com uma forte seca que ainda castiga o Nordeste e parte do Norte. Esta estação está sendo marcado pela influência fraca do fenômeno La Niña formada que, ao longo do verão deve deixar de existir. Além disso, o oceano Atlântico não está atrapalhando o deslocamento das frentes frias. A situação está muito diferente dos últimos anos. A temperatura pode até ficar acima da média em algumas localidades, mas está menos quente do que em 2014 e 2015. 

“O Sul teve perda por excesso de chuva, por causa do último El Niño, mas neste ano está chovendo na medida certa. O Sudeste e o Centro-Oeste também teve chuva na primavera e, depois de uma primeira quinzena ruim de chuva em janeiro volta a ter chuvas mais regulares. Fevereiro e Março também terá chuva” explica o meteorologista Alexandre Nascimento, da empresa Climatempo .

 

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