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Primavera vem celebrar ano positivo para floricultura brasileira

Data7 novembro 2016

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No calendário, a primavera começa oficialmente no hemisfério sul, no dia 23 de setembro e vai até o dia 21 de dezembro. É a estação conhecida pelo romantismo e sempre associada por causa das flores exuberantes. Época de transições nas condições do clima e são justamente essas mudanças que favorecem o crescimento das plantas. A união das boas fases do solo e da temperatura ajuda no brotamento. Por isso, muitas se destacam nessa época como a rosa, a margaridinha, a orquídea, a jasmim, entre outras espécies. De acordo com a maior produtora de rosas do País, a Rosas Reijers, a primavera traz novas oportunidades ao mercado nacional, pois através da simbologia que este período carrega, é possível trabalhar o hábito da população no consumo de flores. “Percebemos um aumento significativo nos eventos a partir do mês de setembro, como casamentos e festas, além de uma venda maior do produto no varejo”, disse a engenheira agrônoma da Rosas Reijers, Camila Reijers. E para dar as boas-vindas à nova estação, a Expoflora – maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina – realizou, recentemente, nos dias 26 de agosto a 25 de setembro, a edição de 2016. O evento costuma atrair aproximadamente mais de 300 mil visitantes em um parque com uma área de 250 mil metros quadrados.

A cidade de Holambra, onde acontece a exposição todos os anos, em São Paulo, antiga colônia holandesa, possui o maior centro de cultivo e comercialização de flores e plantas ornamentais do país, e responde por cerca de 50% das vendas do setor. A cidade foi reconhecida, em junho de 2011, como a Capital Nacional das Flores. Os produtores aproveitam a exposição em Holambra, para lançar novas variedades e ditar tendências no paisagismo e decoração e para avaliar a sua aceitação pelo consumidor.

No Brasil, segundo o levantamento do Sebrae, realizado em 2015, existem atualmente 8.248 produtores dedicados ao cultivo de flores e plantas ornamentais no país. A região Sudeste concentra a maior parcela destes produtores, com 53,3% do total, especialmente localizados nos estados de São Paulo (28,8%) e Rio de Janeiro (13,1%).

Na segunda posição no ranking surge a região Sul, com 28,6% de participação percentual relativa do número de produtores, tendo Rio Grande do Sul com 19,5%. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 11,8% de participação; Norte, com 3,5%; e, finalmente, Centro-Oeste, com 2,8%.

Se no país, a economia vem passando por um momento de recessão, não se pode dizer o mesmo da floricultura brasileira. O Brasil é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador mundial. O setor vem crescendo fortemente nos últimos anos. Foram faturados R$ 5,7 bilhões em 2014, R$ 6,2 bilhões em 2015 e o mercado prevê um crescimento de 8% para 2016, ou seja, aproximadamente R$ 6,65 bilhões, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Floricultura -Ibraflor.

“A classe A continua sua vida como sempre foi, a crise não chegou ou chega bem de leve para esse grupo de privilegiados. A classe B é mais cautelosa na compra, gasta um pouco menos ou não repete a compra toda semana. Já a classe C compra menos flores e vasos menores. A classe D está sentindo forte a crise e só compra em datas especiais, como aconteceu no Dia das Mães”, explica Kees Schoenmaker, presidente da Ibraflor.

A produção de flores e plantas ornamentais no Brasil tem como principal destino o mercado interno, que responde por 97% da floricultura nacional. “Temos entre 50 e 60 empresas de redes supermercadistas trabalhando junto com a cooperativa. Esperamos aumentar a participação do setor junto aos supermercados”, contou Raquel Osório, gerente comercial da Veiling Holambra, durante a Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

A tecnologia veio para ajudar o setor e cada vez mais, empresas vêm apostando. O e-commerce, ou seja a compra on-line, está crescendo fortemente, há um tempo, no país. O Brasil é o sétimo país com maior potencial de vendas pela internet. Em 2015, segundo projeção feita pelo estudo T-Index 2015, realizado pela Translated, o País deve subir para a quarta posição. Um exemplo é a empresa consolidada na plataforma on-line, Giuliana Flores. Ela foi pioneira na migração do físico para o mundo virtual. O proprietário Clóvis Sousa aproveitou bem essa fase de transição.

“Não tive dificuldades nessa época. Só fui ouvir falar sobre a bolha anos depois, quando repórteres e empresários falaram que fui corajoso de investir na Internet neste período. Eu não tinha nada a perder e, contrariando a onda do mercado, cresci muito graças à migração para o virtual”, explica Clóvis Sousa.

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