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Congresso internacional de citricultura debate sustentabilidade da produção

O 13º Congresso Internacional de Citros, evento promovido pela Sociedade Internacional de Citricultura em Foz do Iguaçu, e considerado o maior evento de citricultura do mundo, encerrou no dia 23 de setembro. O congresso acontece a cada quatro anos e contou com mais de 1.000 inscritos de 35 países, sendo que 70% dos participantes são estrangeiros.

Foi organizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Entre as mais de 18 sessões plenárias que aconteceram desde o dia 19 de setembro, a sustentabilidade da citricultura é a principal tendência apontada para o setor para os próximos anos. Os temas envolveram o que há de novidade no mundo em ciência para o cultivo, controle de pragas, adubação e nutrição das plantas e inovação tecnológica para a indústria de processamento das frutas.

Entre as novidades apontadas por Eduardo Fermino Carlos, pesquisador do Iapar e membro da comissão organizadora do congresso, foram discutidas de forma científica a introdução de plantas resistentes geneticamente à incidência do Greening, uma doença que assusta os produtores de citros e toda a cadeia produtiva, pelo seu potencial de prejuízos econômicos.

“As mais de 18 sessões plenárias que estão sendo realizadas têm o objetivo de gerar conhecimento para ampliar a sustentabilidade econômica, ambiental e social do agronegócio dos citros”, explicou. De acordo com Fermino, a pesquisa vem obtendo grande avanço em melhoramento genético, proteção de plantas e técnicas de manejo de pomares, mas é certo que não faltarão desafios para os próximos anos, ressaltou.

O pesquisador salienta que na produção o desafio é obter novas cultivares de citros que possibilitem sustentabilidade na produção. Já a indústria de processamento exige aprimoramento constante, explica. “O importante também é trabalhar para que as informações cheguem ao produtor através da extensão rural”, acrescentou.