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Com preço 15,5% menor, época é ideal para saborear atemoia

Data27 junho 2016

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De polpa branca, macia e doce, ela ainda é considerada uma fruta exótica para muitos consumidores. Mas a atemoia, originária do cruzamento da fruta-do-conde com a cherimoia, vem nos últimos anos ganhando espaço no mercado. E aqueles que a consideram cara devem aproveitar a época atual, já que o preço médio da fruta caiu 15,5%, de 1 a 20 de junho em relação ao mesmo período de maio. Em relação ao mesmo período de junho de 2015, a fruta está com preço 6,4% menor.

O preço médio da atemoia no atacado, de 1 a 20 do mês atual, ficou em R$ 4,96/kg no atacado, frente a R$ 5,87/kg do mesmo período de maio, e R$ 5,30/kg em junho de 2015. Já a oferta de atemoia no entreposto de Contagem vem crescendo anualmente. Entre 2012 e 2015, o volume ofertado foi 18,2% maior, fechando no ano passado em cerca de 140 toneladas.

Além da boa oferta, o aumento da participação dos municípios mineiros na oferta da fruta na CeasaMinas contribuiu para redução dos preços no atacado. Em junho de 2015, Minas Gerais foi responsável por 78,2% do total ofertado. Já em 2016, esse número saltou para 83,7%.

Reginaldo Ribeiro, gerente da empresa Morangos Pereira, no entreposto de Contagem, destaca que a época atual é a melhor do ano para adquirir a fruta, que, além do preço mais baixo, apresenta melhor qualidade. ?Se na safra, de abril a agosto, o preço gira em torno de R$ 15 no atacado, na entressafra chegamos a vender até por R$ 50″. A Morangos Pereira tem entre seus principais clientes grandes redes de supermercados.

Ribeiro aponta que a queda do preço também pode ser explicada pela procura menor em 2016, principalmente a partir do último mês de março. Segundo ele, a procura menor por frutas consideradas ainda exóticas foi de até de 60%. “Com a redução da renda média, o consumidor prioriza aquelas frutas mais comuns, pois ele não vai deixar de comprar um abacaxi, laranja ou banana, por exemplo, para levar atemoia”, ressalta.

Até março, o comércio de atemoia na loja girava em torno de 200 caixas (de 3 kg cada) por dia, caindo para atualmente para 120 caixas. ?Curiosamente, tivemos o melhor dezembro da história em 2015 em vendas de produtos em geral”, compara.

Desafio é popularizar a fruta

“Fui uma das primeiras pessoas a introduzirem a atemoia no Mercado Livre do Produtor, há cerca de 5 anos”, conta Riselma Ribeiro, que vende a fruta produzida pelo irmão, em Jaíba, no norte de Minas Gerais.

Ela explica que, no início, começou trazendo 100 caixas por semana e oferecia uma amostra para os compradores degustarem. ?O varejista comprava 3 caixas e ganhava 1 para degustação. Foi uma forma de incentivar as pessoas a conhecerem a fruta, porque no início era raro encontrar, e ainda assim era caríssima?, afirma.

“Em 2014, cheguei a trazer 1.200 caixas por semana. Neste ano de 2015, com o mercado mais devagar, estamos trazendo em torno de 500 caixas por semana?.

Diferencial de MG

Segundo o produtor José Jorge Silva, a chamada polinização induzida permite ofertar a fruta durante o ano inteiro e não somente na época de safra. Para ele, esse é o diferencial da região Norte de Minas Gerais em relação ao São Paulo. “As regiões produtoras de São Paulo ofertam a fruta até agosto. Depois disso, com menor oferta no mercado, os compradores passam a demandar mais a fruta mineira, o que valoriza o produto vendido diretamente no campo”.

Mais informações:

Departamento de Comunicação CeasaMinas (31) 3399-2011/2035/2036

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