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Instituto de Pesca apresenta as linhas de consultorias tecnológicas e produtos à base de pescado durante Agrishow

Data31 maio 2016

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), apresentou aos produtores que visitaram a Agrishow – 23ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola – tecnologias de processamento de pescado que resultam no desenvolvimento de produtos de valor agregado. A feira começou no dia 25 e foi até o dia 29 de abril, em Ribeirão Preto, interior paulista.

No espaço destinado ao IP no estande da Secretaria de Agricultura, iscas e patês de pescado defumado puderam ser degustados, além de linguiça de tilápia à base de Carne Mecanicamente Separada (CMS) de pescado, desenvolvidos pela Unidade Laboratorial de Referência em Tecnologia do Pescado (ULRTP), do Instituto. A CMS, obtida por meio de equipamentos específicos que separam mecanicamente a carne do peixe de ossos, escamas e pele, resulta em matéria-prima para produtos com valor agregado. 

“A possibilidade de obtenção de Carne Mecanicamente Separada (CMS) faz com que categorias de pescado pouco valorizadas sejam melhor aproveitadas, reduzindo em até 30% o desperdício de carne em comparação à técnica de filetagem, dependendo da espécie de peixe e seu tamanho, entre outros fatores. Vale ressaltar também o rendimento de até 70% de recuperação de carne da carcaça de tilápia, porção normalmente descartada”, destaca a pesquisadora da Secretaria, que atua no IP, Cristiane Neiva. Estão disponíveis para demonstração o medalhão, fish-steak e casquinha, produtos também a base de CMS de pescado. 

O sucedâneo de caviar produzido com ovas de truta arco-íris, iguaria desenvolvida por pesquisadores do IP, em parceria com a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, também foi apresentado ao público durante a feira. 

O produto é uma opção ao caviar produzido com ovas de esturjão, espécie de em extinção, e se torna atrativo por suas características nutricionais similares às do caviar original, como alto teor de proteínas, ômega 3 e ômega 6, além de apresentar menor preço final ao consumidor. “O preço médio de 100 gramas do caviar importado chega a ser comercializada por até R$ 1.500,00 no Brasil. Em contrapartida, a mesma quantidade de caviar de truta arco-íris custa cerca de R$ 50,00. A diferença de valores é grande e torna o produto desenvolvido por nós uma alternativa muito atrativa”, afirma a pesquisadora da Secretaria que atua no IP, Thaís Moron Machado. 

Para os truticultores que buscam diversificar seus produtos, a atividade se torna rentável pelo baixo investimento para aqueles que possuem uma estrutura de processamento de pescado previamente existente. “No estudo de viabilidade econômica que realizamos, foi possível constatar que o investimento do empreendedor que já possui essa estrutura gira em torno de R$ 42 mil, podendo ser recuperado em um ano.”, finaliza. 

O produtor Luiz Eduardo Garcia esteve no estande do IP durante o primeiro dia da Agrishow. Ele tem uma pequena propriedade rural em Cajuru, no interior de São Paulo, e pretende iniciar uma criação de tilápias em tanques escavados. Ao ver os produtos do IP à base de pescado expostos ficou surpreso. “Eu nunca tinha visto nada igual e acho que podemos agregar valor. Quando eu vi a tilápia defumada me chamou a atenção. Na minha região, temos gente criando tilápia, mas entregando o produto in natura. Agora vejo que é possível vender o peixe com um valor adicionado, oferecendo um produto industrializado, como no caso da tilápia defumada.”, explica o produtor. 

“São Paulo tem uma agropecuária diversificada. Nossas instituições de pesquisa têm soluções para os diversos segmentos do agronegócio praticado no Estado. Isso é fundamental para o Estado ser conhecido como a terra do conhecimento, uma orientação do governador Geraldo Alckmin”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. 

Além da degustação e exposição de produtos, ainda estão expostos banners com informações sobre as linhas de consultorias tecnológicas do IP, como o banco de dados sobre pesca marinha e continental, análises de qualidade da água, produção de espécies de peixes marinhos e de água doce, parcerias entre o setor e a pesquisa, além da avaliação da qualidade do pescado e de seus produtos.

 

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