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Baroa é opção de rentabilidade para produtores

Data31 maio 2016

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Cenoura amarela, mandioquinha-salsa, ou simplesmente batata baroa são alguns dos nomes desta hortaliça que tem sido boa opção de cultivo para produtores do MLP de Contagem. Entre 2012 e 2015, o preço médio do quilo no atacado passou de R$ 1,15 para R$ 2,24, permitindo cobrir a elevação dos custos de produção no mesmo período, segundo afirmam agricultores. Boa procura e possibilidade de aguardar a melhor época de colheita em função da situação dos preços também têm contribuído para valorização do produto.

Entre 2012 e 2015, enquanto o preço médio subiu 94,7%, a oferta caiu 17,7%, passando de 6,2 mil toneladas para 5,1 mil t. em 2015. De acordo com o produtor Dayan Carlos Silva, do município de Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas, a alta dos custos com mão-de-obra, além de água, combustível e energia para irrigação explicam a elevação do preço médio nos últimos anos.

Outro fator que ajuda a explicar é a possibilidade de o produtor aguardar a melhor época para colheita? O ciclo entre o plantio e a colheita é de 9 meses, mas podemos esperar até 1 ano e meio, sem estragar o produto no solo. Se o mercado estiver fraco, podemos aguardar o melhor momento para trazer a mercadoria. Assim, conseguimos um rentabilidade melhor?, explica.

Neste mês de maio, Silva tem comercializado a caixa de 20 quilos de R$ 70 a R$ 80. Mesmo com o aumento da procura, comum com a chegada do frio, Silva ressalta que as vendas caíram? Na mesma época do ano passado, chegava a vender em torno de 300 caixas em um dia bom de mercado. Atualmente, esse movimento fica entre 150 e 180 caixas?

Outro produtor que reclama da alta dos custos é Walney Rodrigues Palhares, que tem propriedade em Ouro Branco (MG). ?Há cerca de 2 anos, uma caixa que fosse comercializada a R$ 50 cobria os custos. Hoje em dia, tem que ser de no mínimo R$ 70?, afirma.

Ele diz que tem conseguido manter o preço de sua mercadoria estável, em torno de R$ 80 há cerca de 1 ano. Palhares prevê que, após demissões em grandes empresas na região, a mão-de-obra na lavoura fique mais acessível.

Sul de Minas assume liderança

Entre 2011 e 2015, a participação dos municípios do Sul de Minas passou de 16,6% do total ofertado da hortaliça para 47,4%, com destaque para os municípios de Pouso Alegre e Espírito Santo do Dourado. No ano passado, Pouso Alegre ficou em 1º lugar como município ofertante de baroa no entreposto de Contagem da CeasaMinas, respondendo por 15,49% do total.

Outros municípios da mesma região, como Espírito Santo do Dourado, também têm se destacado. De acordo com Dayan Silva, a produção local de cenoura amarela é favorecida pela manutenção do clima mais frio. ?O ideal é que a temperatura média anual fique em 17 graus?, explica.

Já o município de Ouro Branco, a 96 km da capital, passou de 1º para 4º lugar como ofertante de baroa, entre 2012 e 2015. Newton Carvalho dos Santos, um dos produtores do município, atribui a queda da produção ao aumento da temperatura na região de Ouro Branco, o que também eleva os custos. ?Quanto mais quente, maior também a necessidade de irrigação?, explica. Como resultado, ele estima que sua safra, que se encerra dentro de 2 meses, deva ser 30% menor que a anterior.

Baroa pré-embalada

É comum encontrar no mercado as baroas pré-embaladas em bandejas com filme plástico. Esta opção ainda é pouco representativa no atacado, frente às caixas de 20 quilos. Segundo os produtores, as bandejinhas são procuradas basicamente por sacolões menores.

Ainda assim, representam uma boa opção para agregar valor à hortaliça, já que 500 gramas pré-embaladas do tipo miúda podem ser comercializadas em torno de R$ 2. Além disso, é opção para reduzir as perdas na lavoura, ao permitirem o aproveitamento de um tipo menos comercial da hortaliça.

Novas variedades são até 80% mais produtivas

Notícia veiculada pelo site da Embrapa Hortaliças em maio destacou a validação de duas novas variedades de mandioquinha-salsa ou baroa em Minas Gerais. As variedades BRS Rúbia 41 e BRS Catarina 64, ou tão somente Rúbia e Catarina, foram desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças (Brasília, DF).

Comparadas com a cultivar amarela Senador Amaral, que detém 95% da área cultivada, a Rúbia e Catarina são entre 60 a 80% mais produtivas. Ou seja, onde o produtor colhia 100 caixas da Senador Amaral passa a colher até 180 caixas. Com esses resultados, cresce a demanda por mudas das cultivares, que devem disponibilizadas no próximo ano, segundo a Embrapa Hortaliças.

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