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Morangos frescos

Data30 maio 2016

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O início do cultivo do morangueiro no Brasil, segundo Camargo & Passos (1993), não é bem conhecido. Entretanto, a cultura começou à expandir-se de 1960, com o lançamento da cultivar Campinas, de expressão ainda hoje (Passos, 1997). 

Desde então, não mais parou de se desenvolver, e também em área do Estado do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, e regiões de diferentes solos e climas, como Goiás, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal. 

 

No Rio Grande do Sul, o Vale do Rio Caí é o principal produtor de morangos de mesa, seguido de Caxias do Sul e Farropilha, enquanto Pelotas, e municípios vizinhos, se destacam na produção de morango-indústria. 

No Estado de Minas Gerais, o morangueiro foi introduzido no município de Cambuí, no Vale do Peixe, por volta de 1958. Hoje, ocorre na maioria dos municípios do extremo Sul do estado, na região da Mantiqueira, sendo Pouso Alegre e Estiva os maiores produtores, e nos Campos das Vertentes, em Barbacena e municípios vizinhos.

Em São Paulo, a produção está concentrada em Campinas, Jundiaí e Atibaia, sendo que esta última representa 60% da área cultivada, e em municípios próximos. A cultura é praticada por pequenos produtores rurais que utilizam a mão-de-obra familiar, durante todo o ciclo da cultura, sendo a maior parte da produção destinada ao mercado “in natura”. A produtividade média por Estado, em t/ha, é de 32,7 no Rio Grande do Sul; 21,3 no Paraná; 25,2 em Minas Gerais; 34 no Espirito Santo e 34 em São Paulo.

Na última década, verificou-se um interesse crescente pela implantação da cultura, justificado, segundo Ronque (1998), pela grande rentabilidade (224%), quando comparada a outros cultivos, como por exemplo o milho (72%).

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