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Ramirez Agrícola aproveita safra do momento e relembra passado no ETSP

A empresa de hortifrúti Ramirez Agrícola está há mais de 60 anos em atividade, desde 1956, tendo suas origens no Mercado da Cantareira. Já na CEAGESP, o empreendimento está desde o início, em um espaço amplo e arejado do pavilhão MFE-B, box 245 a 249. Iniciado pelo senhor Marcelino Vila Ramirez e continuado pelo saudoso Walter Pires Vila, que faleceu no ano passado, hoje, o comércio é administrado pela Lídia Pinha Vila e Lígia Pinha Vila Tavares, as duas são mãe e filha, respectivamente.

“Eu vim para ajudá-lo, pois, ele estava precisando de alguém. Eu tinha saído de um emprego e aí ele me convidou para trabalhar com ele, até arrumar outra pessoa, e fiquei até então. Fiz alguns cursos depois do falecimento do meu tio, mas, muitas das coisas eu aprendi foi através dele”, explica uma das proprietárias, Lígia Tavares que executa diversas funções dentro da empresa.

O fato de continuar no empreendimento da família não, necessariamente, significa uma vida fácil ou que possui algum tipo de privilégio. É preciso dedicação, sem contar que a rotina dentro da CEAGESP é bem puxada, exigindo demais de cada profissional. “Eu estou aqui de segunda a sábado, a partir das 5 horas da manhã. Fico por volta das 4 horas da tarde, mas se precisar ficar a mais, eu fico,” menciona Lígia Tavares, que é formada em Marketing pela Universidade Paulista - UNIP.

A nova geração da empresa Ramirez é gerenciada por duas mulheres, em um mercado predominante do sexo masculino. Mesmo assim, as duas mantêm um respeito adquirido, mas que nem sempre foi assim no início. “O pessoal, eles não estavam acostumados em ser administrados por mulheres, porque, sempre foram por homens. Começou com o meu avô, depois os meus tios. Mas com jogo de cintura e conversas, você consegue. Mas, ainda há um olhar preconceituoso, pois, já ouvimos, por outras pessoas, que nós não iríamos dar certo, que não deveríamos continuar e não sabemos de mercado. Porém, passamos muito bem por esta fase”, comenta Lígia.  

A economia brasileira teve uma leve recuperação, depois de um período de recessão, mesmo assim, muitas empresas ainda sentem dificuldades em se manter com as portas abertas. Em 2016, foi um ano complicado para Ramirez Agrícola, porém, foi um ano de aprendizado. O quadro de funcionários, por exemplo, permaneceu o mesmo para continuar com o ritmo de produção. A expectativa de vendas é animadora já que o clima favorece a agricultura.

Na empresa, os produtos são vendidos para diversos empreendimentos como sacolões, hipermercados, hortifrútis, feirantes, entre outros. E distribuídos em todo território nacional, principalmente, para clientes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.  Diversas frutas são comercializadas, porém, os carros-chefes ficam por conta do maracujá, manga e Pinha. Este por último se encontra em destaque já que está em alta, em plena safra. A região produtora fica na Bahia, a empresa utiliza de uma frota terceirizada para trazer a mercadoria.  

A pinha, mais conhecida como a “Fruta do Conde” não é muito comercializada pelas empresas do Entreposto paulista. Ela exige certo cuidado, senão, ela pode ser danificada facilmente. Por isso, a Ramirez Agrícola possui uma embalagem própria específica para a fruta. A caixa vendida com 11 unidades, por exemplo, hoje, sai por volta de 25 reais. 

 

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