Serra do Mar
O passeio pelo Caminho do Mar ou Estrada Velha de Santos combina atividade física, ecologia, lazer, turismo e cultura com a História do Brasil. São oito quilômetros de um cenário lindíssimo junto a fauna e a flora preservadas da Mata Atlântica.
O local recebe cerca de 2,5 mil visitantes por mês e a descida é feita a pé e a volta em microônibus, num passeio com duração de aproximadamente quatro horas e meia. Os monumentos visitados durante o percurso nos remetem ao passado do início da História paulista.
Existem oito monumentos históricos no Parque Estadual da Serra do Mar, datados de 1922 que podem ser visitados:
Calçada do Lorena - Foi a via de ligação mais importante entre o Planalto de Piratininga e o Porto de Santos no final do século 18. O pavimento feito de pedras foi construído pelos índios em 1792, durante o governo de Bernardo José Maria de Lorena.
- Pouso de Paranapiacaba - Construído em 1922 e também conhecido como Casa de Pedra, foi muito confundida com uma suposta casa da Marquesa de Santos, que morreu em 1867 sem nunca visitar o local. É neste ponto da serra que o visitante tem a primeira visão do mar.
Rancho da Maioridade - Também construído em 1922, está localizado em uma curva acentuada da serra. Era o ponto de descanso e reabastecimento durante as viagens entre São Paulo e Santos. Do local é possível ver a Baixada Santista e Cubatão.
- Padrão do Lorena - Construído no segundo cruzamento da Calçada do Lorena com o Caminho do Mar. O revestimento externo do local é feito de azulejos desenhados por José Wasth Rodrigues.
Pontilhão da Serra – Já em Cubatão, há uma placa referenciando a primeira estrada brasileira pavimentada em concreto.
Cruzeiro - A cruz apresenta no seu corpo central as datas de 1500 e 1922 e os nomes dos colonizadores e jesuítas: Tibiriçá, Anchieta, Mem de Sá, Nóbrega, Leonardo Nunes, Martim Afonso e João Ramalho.
Monumento do Pico - Situado no ponto mais alto da Calçada do Lorena.
Pouso Circular ou Belvedere Circular - Sua localização possui uma visão privilegiada de todo o Caminho do Mar.
O passeio tem início no Km 42 da estrada velha de Santos que possui estacionamento no local e termina em Cubatão. As pessoas devem chegar ao portal do Pólo entre 8:30 e 10:00 horas para a formação dos grupos, que terão de 20 a 25 pessoas e serão acompanhadas durante todo o percurso por monitores (não é permitida a descidas de pessoas desacompanhadas). O Pólo fica aberto de terça a domingo, inclusive aos feriados, a partir das 8h30.
Para fazer um passeio tranquilo, recomenda-se o uso de tênis com solado antiderrapante, boné, protetor solar e repelente. É permitido levar lanches e bebidas não-alcoólicas.
É necessário fazer agendamento prévio. Durante a semana a entrada custa R$ 15,00, nos fins de semana R$ 10,00 e às quintas-feiras R$ 1,00.
Agendamentos:
De terça a domingo das 8h30 às 16h30
Tel.: (13) 3372-3307 ou (13) 3372-4114
Fax: (13) 3372-8452
Serra da Cantareira
Há apenas 20 quilômetros do agitado centro de São Paulo, é possível encontrar um local com um dos ecossistemas mais deslumbrantes do planeta, a Mata Atlântica.
O Parque Estadual da Serra da Cantareira possui 7.916.52 hectares, o equivalente a quase oito mil campos de futebol do tamanho do Morumbi. Ela abrange parte dos municípios de Caieiras, Mairiporã, Guarulhos e a zona norte da capital paulista.
Nos séculos 16 e 17, a região era cortada pelos tropeiros que faziam comércio entre São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Naquela época era costume guardar a água em jarros chamados cântaros e colocadas em prateleiras chamadas “cantareiras”, daí o nome Serra da Cantareira. Com o crescimento populacional da cidade de São Paulo, o abastecimento de água tornou-se um problema. Por isso, em 1890, o governo da então Província de São Paulo desapropriou a região da Serra da Cantareira, recuperando a mata e preservando os mananciais de água garantindo, assim, o abastecimento da cidade.
A serra da Cantareira é a maior floresta nativa em área urbana do mundo e em 1992 foi declarada pela Unesco Reserva da Biosfera e Unidade de Conservação do Patrimônio da Humanidade.
Ao percorrer as muitas trilhas na mata, é possível observar uma grande diversidade de animais, como macacos prego, sauás, bugios, quatis, veados-mateiros, bichos preguiça, gatos do mato, lagartos, jaguatiricas, onças pardas (suçuarana), entre outros. A serra abriga cerca de 200 espécies de aves, entre elas o tucano de bico verde. Mesmo nesta região tão urbanizada, diversas espécies de árvores podem ser encontradas, como jacarandá paulista, cedro rosa, ipê, figueiras, canela e até araucárias, além de variedades de bromélias e samambaias.
O ecoturismo na Serra da Cantareira pode ser explorado através de seus núcleos e atrativos turísticos. Confira algumas das opções:
Núcleo do Engordador – recebeu esse nome devido a uma fazenda existente no local no final do século 17, onde era realizada a “engorda” do gado. Aqui, o visitante pode conhecer um pouco mais da História de São Paulo. O local oferece boa infraestrutura com estacionamento, sanitários, área de piquenique, centro de visitantes, áudio visual e diversas trilhas. É lá que está a represa do Engordador, com sua águas tranquilas e limpas, cercadas pelo verde da Mata Atlântica. Nesse núcleo estão também a casa da bomba, construída no inicio do século 20 com perfeita conservação dos maquinários e arquitetura e o viveiro de produção de mudas utilizadas em reflorestamentos com espécies típicas da Mata Atlântica.
Pedreira do Dib – É uma área com 44.000 m², situada a 1140 metros de altitude. Foi desativada em 1973 e hoje é uma referência para escaladores e praticantes de esportes radicais. A Pedreira do Dib tornou-se uns dos pontos de escalada mais frequentados do estado de São Paulo.
Núcleo Pedra Grande – é o mais antigo do parque e conta com boa infraestrutura. O caminho tem cerca de 12 quilômetros e diversas trilhas, tendo seu ponto mais alto no Mirante da Pedra Grande com 1010 metros de altitude, onde se tem uma vista privilegiada da capital paulista.
Núcleo Águas Claras – Inaugurado em 2000, é o núcleo mais recente do parque. Localizado em Mairiporã, possui 80% de sua extensão decretada como Área de Proteção aos Mananciais. Para conhecer o núcleo inteiro, é preciso caminhar por seis quilômetros em diversas trilhas cortadas pelo ribeirão das Águas Claras, que corre em meio à mata.
A Serra da Cantareira pode ser desfrutada também pelos notívagos de plantão. Com muitas opções de bares e restaurantes para saborear um chocolate quente nos dias frios ou as delícias de uma comida típica caipira, feita em fogão à lenha.
Não esqueça também o seu binóculo, já que você não vai querer perder nenhum detalhe desse paraíso dentro da cidade.
Mais informações:
Agência Ecoturimo Brasil
Tel.: (11) 3903-0277
www.ecoturismobrasil.com.br
Mariana Gonçalves Marques



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