A montadora Volvo está lançando no mercado europeu o modelo FM Metano-Diesel. O novo
caminhão é movido por uma mistura de combustíveis com até 75% de gás. Segundo a montadora, a tecnologia de eficiência de combustível amplia as possibilidades operacionais do veículo, tornando possível reduzir consideravelmente as emissões de gás carbônico em aplicações de transporte pesado, em longas distâncias.
“Nosso modelo metano-diesel oferece novas condições para o mercado de caminhões movidos a gás. Com o uso de gás liquefeito, em um motor a diesel eficiente, tornamos possível o uso de caminhões a gás em operações de transporte pesado e em grandes distâncias”, conta o presidente da divisão europeia da Volvo, Claes Nilsson.
De acordo com a Volvo, o caminhão movido a gás natural gera 10% menos CO2, se comparada com o motor a diesel. No longo prazo, a empresa acredita no aumento do uso de gás natural como um passo importante em direção à uma maior disponibilidade e do uso do bio-gás, o que reduz ainda mais as emissões de CO2.
“Estamos convencidos que o gás liquefeito é uma das mais importantes alternativas futuras para os combustíveis usados nos veículos atuais” afirma Lars Mårtensson, diretor de assuntos ambientais da Volvo.
A montadora diz que seu caminhão movido a bio-gás é capaz de reduzir a emissão de dióxido de carbono em até 70%, se comparado com o motor a diesel convencional.
Uma vez que o preço do gás natural é, quase sempre, significativamente menor que o preço do diesel, a economia também é um atrativo – e, muitas vezes, uma pré-condição para a aceitação mais ampla de uma nova tecnologia.
As primeiras unidades do FM Metano-Diesel serão vendidas na Holanda, Grã Bretanha e Suécia, onde existe uma melhor infraestrutura para o fornecimento de gás. Os planos são de fabricar 100 caminhões até o final do ano. A produção em série será iniciada em agosto.
“Se as coisas correrem como planejado, esperamos que as vendas sejam feitas em seis ou oito países europeus dentro de dois anos, com uma venda anual de cerca de 400 caminhões. As vendas futuras dependerão muito, naturalmente, da expansão dos postos de abastecimento de gás liquefeito, para veículos comerciais”, complementa Nilsson.



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