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22 / 05 / 2012
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Pedágios novos terão reajuste maior

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Os valores dos preços dos pedágios nas estradas estaduais de São Paulo — que serão reajustados no próximo dia 1 de julho — vão subir mais nas praças novas de cobrança, localizadas nas rodovias recém-concedidas pelo governo estadual. Os novos locais de pedágio vão ter um aumento superior a 5%, que poderá chegar a até 6%. Nos mais antigos, o aumento já foi definido e será de 4,18%.

Na região de Campinas, o aumento entre 5% e 6% vai ser aplicado nas rodovias D. Pedro I (SP-65) e General Milton Tavares de Souza (SP-332), administradas pela Rota das Bandeiras, e na Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), a Campinas - Monte Mor, concedida à Rodovias do Tietê.

A expectativa é de que haja um aumento no valor do pedágio destas rodovias em torno de R$ 0,30 para carros de passeio, o mesmo previsto para cada eixo nos veículos comerciais. Para as motocicletas o reajuste no valor cobrado deverá ser de aproximadamente R$ 0,10.

O aumento deve ser maior nas pistas recém-concedidas porque os últimos contratos assinados pelo governo José Serra (PSDB) adotam como base de reajuste o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice já acumula 5,26% no período de junho do ano passado a abril deste ano. Falta incluir o índice de maio, que será anunciado na semana que vem, em 15 de junho.

O cálculo final dos preços que serão praticados a partir de julho nas novas praças será feito depois dessa definição pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O cálculo é feito levando-se em consideração a tarifa quilométrica de cada rodovia e não o valor atual cobrado nos pedágios.

Na região, as rodovias concedidas entre 1998 e 2000, e que já tiveram o aumento fixado em 4,18% são Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Adhemar Pereira de Barros (SP-340) e Santos Dumont (SP-75). Esse índice a ser aplicado nestas rodovias é referente ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulado nos últimos 12 meses. A correção já confirmada nas rodovias com concessão antiga ocorre pelo IGP-M pois ele é o índice definido nos contratos firmados pelo governo Mário Covas (PSDB) com as concessionárias AutoBAn, Renovias e Colinas, entre outras. A Artesp vai concluir também os cálculos nestas praças de pedágio depois do dia 15 de junho. Na prática, as tarifas também nas praças antigas — cujos valores de pedágio praticados hoje são maiores que em rodovias recém-concedidas — deverão ter acréscimo real definido entre R$ 0,10 e R$ 0,30.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, as diferenças de índices praticados nas praças de cobrança estaduais deverão ser diluídas com o passar dos anos.

“Os índices para medir a inflação acabarão por se equivaler. Ou seja, no decorrer do contrato, contando com as diferenças de cálculo e oscilações da economia, a evolução do IGP-M e do IPCA deverá ser similar”, afirmou Duarte.

O número - 3 rodovias estaduais que passam pela região de Campinas terão o preço de pedágio reajustado com índice maior, por terem o aumento vinculado ao IPCA.

Texto divulgado no jornal Correio Popular (www.cpopular.cosmo.uol.com.br/)

 


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