Notícias Ceagesp e Ceasas

22 / 05 / 2012
Tamanho do Texto
  • Aumentar Tamanho da Fonte
  • Tamanho de Fonte Padrão
  • Diminuir Tamanho da Fonte
Home Sustentabilidade Ambiente Agrícola Brasil debate energias limpas e renováveis na Suíça

Brasil debate energias limpas e renováveis na Suíça

Hits smaller text tool iconmedium text tool iconlarger text tool icon

 As tecnologias acessíveis para fomentar o desenvolvimento rural serão debatidas por representantes de cerca de 60 países membros da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) reunidos, de hoje (9) até a próxima quinta-feira (11), em Genebra, na Suíça. A iniciativa faz parte da rodada de eventos programados para promover as energias renováveis em 2010.

A Unctad é uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pelo comércio e desenvolvimento global. O governo brasileiro será representado pelo diretor substituto do Departamento de Agroenergia do Ministério da Agricultura, José Nilton de Souza Vieira. Entre os temas da palestra que vai apresentar, Vieira destaca as tecnologias disponíveis para a produção e uso de biocombustíveis. “Isso afeta diretamente os países em desenvolvimento, já que para transformar os biocombustíveis em commodities eles devem apresentá-los como soluções para as necessidades energéticas locais”, explica.  

Segundo o executivo, a ideia do governo brasileiro é mostrar, primeiramente, a relação entre países que já ocuparam de 90% a 100% do seu potencial agrícola e aqueles que podem conciliar a produção de biocombustíveis com a de alimentos, respeitando o meio ambiente, como é o caso do Brasil. “Não podemos colocar no mesmo plano situações tão distintas, mas considerar a tese de que instrumentos como o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar devem ser respeitados e reproduzidos em outras nações”. Vieira afirma ainda que, com maior eficiência produtiva da agricultura, muitos países em desenvolvimento poderão ter nos biocombustíveis soluções mais acessíveis que as energias eólica e solar, que recebem fortes incentivos de países desenvolvidos.

Alternativas para estruturar e fortalecer a cooperação internacional e o processo de transferência de tecnologia também estão na agenda de debates. “Há um amplo conjunto de tecnologias que podem ser transferidas sem a necessidade do pagamento de royalties ou direitos de propriedade intelectual,” aponta Vieira. Segundo ele, o custo de aprendizado para os outros países tende a ser baixo, porque grande parte dos problemas técnicos já enfrentados pelos setor, foram superados.

 


Enquete

Qual assunto você gostaria de ler mais?
 

Publicidade