Segundo a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA) anunciou que o etanol brasileiro de cana-de-açúcar reduz as emissões de gases de efeito estufa em 61% em relação à gasolina, caracterizando-o como um “biocombustível avançado”.
O reconhecimento da EPA abre o mercado norte-americano e mundial para o etanol brasileiro e deverá contribuir para a redução das tarifas de importação impostas ao produto pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com avaliação feita pela União da Indústria de Cana-deAçúcar (Unica), a decisão da EPA abre o mercado para a entrada de 15 bilhões a 40 bilhões de litros de biocombustível avançado brasileiro nos Estados Unidos até 2022.
Para ser considerado um biocombustível avançado, o produto deve reduzir as emissões de GEE em pelo menos 40% em relação à gasolina. Artigos científicos indicaram que a redução do etanol brasileiro variava entre 60% e 90%, dependendo da metodologia de estudo. O etanol de milho norte-americano, em comparação, produz redução de cerca de 15%.



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